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China reforça apoio à Venezuela em pedido para reunião de emergência na ONU

Caracas denuncia ingerência militar e econômica de Washington e busca respaldo internacional

Cerca de uma dezena de navios de guerra dos EUA, incluindo o porta-aviões USS Gerald R. Ford, reforçam presença no Caribe com apoio aéreo e marítimo, em operação que ameaça a segurança e estabilidade de toda a América Latina
Cerca de uma dezena de navios de guerra dos EUA, incluindo o porta-aviões USS Gerald R. Ford, reforçam presença no Caribe com apoio aéreo e marítimo, em operação que ameaça a segurança e estabilidade de toda a América Latina | Crédito: Foto: Xinhua

A China anunciou apoio à solicitação feita pela Venezuela para convocar uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em meio aos crescentes ataques dos Estados Unidos sobre Caracas. A posição foi divulgada pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, durante coletiva em Beijing nesta quinta-feira (18).

“A China se opõe a todos os atos de intimidação unilateral e apoia todos os países na salvaguarda de sua soberania e dignidade nacional”, declarou Guo, enfatizando que a Venezuela tem o direito de desenvolver de forma independente uma cooperação mutuamente benéfica com outros países. Segundo o porta-voz, a comunidade internacional compreende e apoia a postura venezuelana na defesa de seus direitos e interesses legítimos.

Nos últimos meses, os Estados Unidos ampliaram sua presença militar no Caribe, com o envio de navios de guerra, destróieres e unidades de fuzileiros navais. Caracas denuncia que as operações constituem uma escalada de agressões contra a soberania nacional e um risco à estabilidade regional.

Parceria estratégica

Na quarta-feira (17), o chanceler venezuelano, Yván Gil, manteve um telefonema com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, a quem transmitiu uma mensagem do presidente venezuelano Nicolás Maduro ao presidente chinês.

Durante a conversa, Gil destacou: “Reafirmamos a irmandade entre nossos povos e governos, bem como o caráter da Relação Estratégica a Toda Prova e Todo Tempo que une Venezuela e China, como base para seguir fortalecendo a cooperação bilateral.”

O chanceler venezuelano acrescentou que realizaram uma avaliação conjunta sobre as ameaças e agressões contra Venezuela e os riscos que se aproximam da América Latina e do Caribe. Em seu pronunciamento, Gil sublinhou que China manifestou solidariedade e apoio firme à Venezuela na defesa de sua soberania, independência e estabilidade, bem como seu respaldo à união regional e ao respeito do direito internacional.

Wang Yi reafirmou que Pequim se opõe a toda forma de intimidação unilateral e que o apoio da China se estende aos fóruns multilaterais, incluindo o Conselho de Segurança da ONU, reforçando a posição diplomática de Caracas.

Por fim, os dois chanceleres ratificaram a vontade compartilhada de continuar aprofundando a relação bilateral em benefício dos povos venezuelano e chinês.

Venezuela busca espaço de debate internacional

O governo venezuelano sustenta que a reunião de emergência no Conselho de Segurança é essencial para denunciar pressões unilaterais e ações hostis dos EUA que ameaçam sua soberania. Segundo comunicado oficial do Ministério das Relações Exteriores, a intenção é abrir espaço para que a comunidade internacional compreenda a gravidade da situação e fortaleça mecanismos de diálogo e mediação.

O apoio da China no telefonema entre os chanceleres, e a reafirmação pública de Wang Yi de que Pequim se opõe a “intimidação unilateral”, é considerado por Caracas um reforço diplomático significativo, especialmente em meio a crescentes apelos internacionais por diálogo e moderação.

Editado por: Nathallia Fonseca
Ler em: English

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