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Dirigente do MST assume Secretaria Agrária do PT no Rio de Janeiro

Luana Carvalho tem desafio de pautar centralidade da agricultura familiar nas eleições de 2026

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Deputada estadual Marina do MST, presidente do PT-RJ Diego Zeidan, secretária Agrária do PT-RJ Luana Carvalho, presidente municipal do PT Alberes Lima, e deputada estadual Zeidan
Deputada estadual Marina do MST, presidente do PT-RJ Diego Zeidan, secretária Agrária do PT-RJ Luana Carvalho, presidente municipal do PT Alberes Lima, e deputada estadual Zeidan | Crédito: Reprodução/PTRJ

Pela primeira vez, uma dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está a frente da Secretaria Agrária do PT no Rio de Janeiro. Na última semana, o partido reuniu a militância na sua sede, no centro da cidade, para dar posse a setoriais e coordenações internas que organizam a luta política em torno das principais pautas do estado.

Segundo o partido, o momento reafirmou a renovação e a representatividade das bases. Agora à frente do setorial agrário do PT-RJ, Luana Carvalho tem como desafio aproximar o partido dos movimentos do campo e pautar a centralidade da agricultura familiar para a produção de alimentos no estado do Rio.

“Entendemos que nosso papel é atuar nos municípios mais interiorizados e nas áreas rurais para podermos avançar nesses territórios, integrando mais políticas públicas, desenvolvimento agrário e formação política em diálogo com os movimentos sociais e as instituições públicas”, afirmou ao Brasil de Fato

Dirigente estadual do MST, Carvalho tem formação em Ciências Agrícolas, atuando há quase 20 anos na linha de frente com movimentos populares pela reforma agrária, regularização de terras e estruturação de assentamentos no estado. 

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Com mandatos do MST na Assembleia Legislativa (Alerj) e na Câmara municipal, a dirigente avalia que a atuação na secretaria PT também vai colocar a questão fundiária no centro do debate político para as eleições ao governo do Rio.

“Precisamos atuar na construção de um programa de governo para entregar ao candidato que o PT irá apoiar, que enxergue o povo do campo do estado do Rio de Janeiro e que possa propor políticas que avancem de fato no desenvolvimento produtivo da agricultura familiar, quilombola e das comunidades tradicionais e também no reconhecimento e regularização desses territórios”, enfatiza Carvalho.

“Temos o desafio principal ano que vem de reeleger o Lula, Benedita [da Silva] senadora e ampliar nossa bancada de parlamentares estaduais e federais”, completa.

A deputada estadual Marina do MST (PT-RJ), líder da bancada na Alerj, explicou que as secretarias são espaços para formular ideias e “manter o partido conectado com o povo e as urgências do nosso tempo”.

Nas redes sociais, a primeira deputada sem terra eleita no estado defendeu a reforma agrária popular como projeto de país, e afirmou que a Secretaria Agrária ser ocupada pelo MST marca uma importância conquista para o partido no Rio de Janeiro. 

“A luta pela terra, pela produção de alimentos saudáveis e pela soberania alimentar passa a estar no centro da nossa organização partidária. Quando o MST ocupa esse espaço, a gente afirma que a reforma agrária popular não é pauta lateral, é projeto de país”, escreveu.

Editado por: Vivian Virissimo

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