O governo da Venezuela publicou uma nota nesta segunda-feira (29) repudiando a venda de armas dos Estados Unidos para Taiwan. Para Caracas, essa é uma medida “unilateral” que mostra uma “interferência direta” em assuntos internos da China e é uma “violação flagrante” dos compromissos internacionais de Washington.
“A República Bolivariana da Venezuela, fiel aos princípios do respeito à soberania, à integridade territorial e ao direito internacional, rejeita firme e categoricamente o perigoso anúncio do Governo dos Estados Unidos da América de realizar vendas de armas em larga escala para Taiwan”, afirma o texto.
Ainda de acordo com a nota, essas ações comprometem a integridade territorial da China e enfraquecem a estabilidade regional, além de uma “clara ameaça” à paz e à segurança. O governo venezuelano também ressaltou o compromisso com o princípio de “Uma só China” e que Taiwan é parte “inseparável” de Pequim.
O Departamento de Estado dos EUA anunciou em 17 de dezembro oito acordos de venda de armas e equipamentos militares para a ilha. Ao todo serão US$ 11 bilhões em armamentos. O acordo também envolve o fornecimento de mísseis antitanque, e sistema de lançamento de foguetes.
O governo chinês respondeu e o ministro da Defesa, Zhang Xiaogang, disse que Washington está descumprindo sua palavra por aumentar a venda de armas. Além disso, Pequim disse que a Casa Branca descumpria o compromisso com Taiwan por ameaçar a região.
Ainda nesta segunda-feira, o Comando do Teatro Oriental da China começou a fazer exercícios militares em “larga escala” perto da ilha, para “testar a capacidade das tropas de realizar ataques de precisão contra alvos importantes”, segundo o porta-voz, Shi Yi. Ainda de acordo com o porta-voz, as operações chamadas de ‘Missão Justiça 2025’ serão realizadas por patrulhas.
