'Uma só China'

Venezuela repudia venda de armas dos EUA para Taiwan: ‘Violação flagrante’

Caracas disse que a medida representa uma tentativa de desestabilizar uma questão que pertence somente à China

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Taiwan recebeu 38 tanques de batalha Abrams avançados dos Estados Unidos - 16 de dezembro de 2024
Taiwan recebeu 38 tanques de batalha Abrams avançados dos Estados Unidos – 16 de dezembro de 2024 | Crédito: Taiwan US

O governo da Venezuela publicou uma nota nesta segunda-feira (29) repudiando a venda de armas dos Estados Unidos para Taiwan. Para Caracas, essa é uma medida “unilateral” que mostra uma “interferência direta” em assuntos internos da China e é uma “violação flagrante” dos compromissos internacionais de Washington. 

“A República Bolivariana da Venezuela, fiel aos princípios do respeito à soberania, à integridade territorial e ao direito internacional, rejeita firme e categoricamente o perigoso anúncio do Governo dos Estados Unidos da América de realizar vendas de armas em larga escala para Taiwan”, afirma o texto. 

Ainda de acordo com a nota, essas ações comprometem a integridade territorial da China e enfraquecem a estabilidade regional, além de uma “clara ameaça” à paz e à segurança. O governo venezuelano também ressaltou o compromisso com o princípio de “Uma só China” e que Taiwan é parte “inseparável” de Pequim. 

O Departamento de Estado dos EUA anunciou em 17 de dezembro oito acordos de venda de armas e equipamentos militares para a ilha. Ao todo serão US$ 11 bilhões em armamentos. O acordo também envolve o fornecimento de mísseis antitanque, e sistema de lançamento de foguetes.  

O governo chinês respondeu e o ministro da Defesa, Zhang Xiaogang, disse que Washington está descumprindo sua palavra por aumentar a venda de armas. Além disso, Pequim disse que a Casa Branca descumpria o compromisso com Taiwan por ameaçar a região. 

Ainda nesta segunda-feira, o Comando do Teatro Oriental da China começou a fazer exercícios militares em “larga escala” perto da ilha, para “testar a capacidade das tropas de realizar ataques de precisão contra alvos importantes”, segundo o porta-voz, Shi Yi. Ainda de acordo com o porta-voz, as operações chamadas de ‘Missão Justiça 2025’ serão realizadas por patrulhas.

Editado por: Luís Indriunas

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