Guerra da Ucrânia

Rússia acusa Ucrânia de ataque com drones que matou ao menos 24 civis na região de Kherson

Segundo Moscou, ação ocorreu em meio às celebrações de Ano Novo; autoridades ucranianas não reagiram às acusações

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Foto divulgada pelo governador da região de Kherson, Vladimir Saldo, nomeado pela Rússia, mostra o local de um ataque com drone a um hotel em Khroly, em 1º de janeiro de 2026.
Foto divulgada pelo governador da região de Kherson, Vladimir Saldo, nomeado pela Rússia, mostra o local de um ataque com drone a um hotel em Khroly, em 1º de janeiro de 2026. | Crédito: Governador de Kherson, Vladimir Saldo/AFP

Autoridades russas acusaram a Ucrânia de realizar um ataque com drones contra a cidade de Khorly, na região de Kherson, durante a madrugada desta quinta-feira (1º), que deixou ao menos 24 civis mortos e dezenas de feridos.

A ação ocorreu em meio às celebrações de Ano Novo, segundo informações divulgadas por Moscou. Até o momento, as autoridades ucranianas não reagiram às acusações.

A localidade fica em uma área da província de Kherson atualmente controlada pela Rússia. A região foi ocupada por tropas russas em 2022, no início da guerra, e segue como uma das principais zonas de confronto entre os dois países.

De acordo com o governador da região nomeado por Moscou, Vladimir Saldo, drones teriam atingido um café e um hotel na cidade. Ele afirmou que algumas vítimas morreram carbonizadas e que há feridos em estado grave, incluindo crianças. Segundo Saldo, o fogo só pôde ser controlado nas primeiras horas da manhã.

Em entrevista à agência russa RIA Novosti, o governador classificou o episódio como um “ato deliberado de terrorismo” e responsabilizou diretamente o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Para Saldo, o ataque contradiz os discursos de Kiev sobre busca por uma solução pacífica para o conflito.

Em reação oficial, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, acusou não apenas a Ucrânia, mas também países ocidentais que apoiam Kiev, classificando-os como “cúmplices do terrorismo”. Segundo ela, o ataque representaria uma continuidade do que chamou de “terrorismo neonazista” atribuído ao governo ucraniano.

Zakharova comparou o episódio a crimes cometidos por colaboracionistas nazistas durante a Segunda Guerra Mundial e afirmou que o ataque demonstra “desumanização” e “ódio deliberado contra civis”. As declarações foram feitas em nota oficial e também publicadas em seu canal no Telegram.

Outras autoridades russas também se manifestaram. A presidente do Conselho da Federação, Valentina Matvienko, classificou o ataque como uma “monstruosidade moral” e afirmou que a Rússia espera uma condenação internacional. Já o chefe da Crimeia, Sergei Aksenov, chamou o episódio de “crime sangrento”.

O Comitê de Investigação da Rússia informou que abriu um processo criminal e descreveu o episódio como um ataque maciço com drones contra alvos civis. Imagens divulgadas por autoridades russas mostram prédios destruídos e corpos carbonizados, mas essas informações não puderam ser verificadas de forma independente.

O Kremlin informou também que, paralelamente ao ataque em Kherson, drones ucranianos teriam sido lançados contra o território russo durante a mesma madrugada, mas que todos teriam sido interceptados pelas defesas aéreas do país.

*Com informações de AFP, RT e Sputnik

Editado por: Geisa Marques

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