As famílias do assentamento Irmã Dorothy, localizado em Quatis, no Sul Fluminense, vão começar 2026 com um impulso para a produção de alimentos e desenvolvimento de projetos agroecológicos a partir do crédito de fomento para a reforma agrária.
O mutirão de assinatura dos contratos ocorreu no dia 30 de dezembro, encerrando um ano de conquistas para os agricultores.
Após 20 anos, o local foi finalmente oficializado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em outubro com a assinatura de concessão de uso (CCU). Na ocasião, as famílias contaram com um apoio inicial no valor de R$ 8 mil para compra de materiais e ferramentas, com desconto de 90% no valor a ser restituído pelos beneficiários.
O assentamento é organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) desde 2005. Pela primeira vez, com a formalização do assentamento, o acesso ao crédito do Incra na modalidade fomento produtivo permite a contratação de R$ 16 mil por família.
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Esse fomento vai contribuir na organização dos sistemas produtivos de cada unidade, tendo como perspectiva o avanço da agroecologia na criação de aves (avicultura), fruticultura e pecuária leiteira.
O chefe da Divisão de Desenvolvimento Sustentável da Superintendência do Incra no Rio de Janeiro, Ricardo Muniz Stroligo, esteve presente na ação e afirmou que o investimento vai alavancar a produtividade do novo assentamento.
O MST-RJ usou as redes sociais para comemorar mais essa conquista para os agricultores e a segurança alimentar na região. “Essa vitória avança para a consolidação da Reforma Agrária Popular, fortalecendo a soberania e segurança alimentar no município de Quatis com o avanço da produção e distribuição local de alimentos saudáveis”, afirmou.
Histórico
A área do assentamento Irmã Dorothy abrange 1.033 hectares, o equivalente a mais de mil campos de futebol, divididos entre lotes e áreas de preservação ambiental. A ocupação da terra ocorreu em 2005, e a desapropriação, para criação do assentamento, 10 anos depois.
Em 2025, foram escolhidas as famílias beneficiadas através de edital do Governo Federal. A conquista marcou um novo ciclo para as 45 famílias, que passaram a ter reconhecido o direito ao uso da terra e a condições dignas de produção e moradia.
