Dezenas de lideranças do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (Sindbancários) participaram, nesta segunda-feira (12), de um ato comemorativo aos 165 anos da Caixa Econômica Federa (CEF). O evento foi em frente à agência central, na Praça da Alfândega, em Porto Alegre, e teve a distribuição de bolo e refrigerante às pessoas que assistiram a comemoração.
Conforme o diretor financeiro do Sindbancários, Tiago Vasconcellos Pedroso, o aniversário da instituição foi comemorado em todas as capitais de estado brasileiras. Ele ressaltou que a comemoração é, ao mesmo tempo, um protesto contra o fechamento de diversas agências nas periferias das cidades brasileiras.
“A Caixa, orginalmente de socorro, foi criada para ajudar a população mais pobre, inclusive aos escravizados que com suas poupanças compravam as cartas de alforria”, afirma Pedroso.
Segundo ele, com a política do fechamento de agências “serão criadas dificuldades para usuários que recebem o Bolsa Família, mantêm pequenas contas e não dispõem de internet ou nem sabem utilizar as tecnologias”.
Um banco social

Sandro Artur Ferreira Rodrigues, diretor de Diversidade e Combate ao Racismo do sindicato, também lembrou que a Caixa, desde o nascimento, conecta-se com a população mais explorada da sociedade brasileira. “Foi fundada a partir de uma série de recursos oriundos de pessoas que eram escravizadas, que com as suas poupanças tinham a promessa de tentar garantir a sua liberdade, comprar a sua alforria”, reiterou.
“Hoje a gente vê que a Caixa continua conectada a essas pessoas através de diversos programas sociais, através do pagamento do Bolsa Família, através da arrecadação até do nosso Fundo de Garantia, que faz enormes programas, grandes programas voltados à população brasileira”, completou.
Críticas ao fechamento de unidades e ao programa de comissão

Paulo Roberto dos Santos Caetano, também diretor de Diversidade e Combate ao Racismo, denunciou: “Também a Caixa, nesses últimos anos, vem fazendo algumas mudanças que vem trazendo prejuízos a todos, o fechamento de unidades que reduz pontos físicos de atendimento à população em determinadas regiões estratégicas das cidades, redução do quadro de funcionários, buscando com isso uma forma de redução de custos. Mas esse custo não pode ser no desabastecimento, na falta de atendimento à nossa população. Por isso estamos aqui também para exigir que o fechamento de unidades físicas da Caixa se encerre e que os funcionários que estão sendo transferidos de agência tenham as suas funções, seus salários garantidos pela empresa”.
Outra denúncia feita foi contra o Super Caixa, o programa de comissão de vendas. Conforme os dirigentes, ele precisa ser alterado, pois os trabalhadores vendem os produtos, cumprem as metas, mas não estão sendo remunerados corretamente. Foi passado um abaixo-assinado para os empregados que não concordam com a forma atual do Super Caixa, reforçando a exigência aos gestores da Caixa pela transformação e melhoria desse programa.
O evento iniciou às 11h e, depois das falas dos dirigentes, o bolo foi servido a quem passava em frente à agência e aos participantes do ato, que foi encerrado pouco depois das 13h.
