A greve dos professores e servidores da rede municipal de Curitiba foi suspensa na noite de quarta-feira (8), após a prefeitura apresentar novas propostas em reuniões realizadas à tarde no Palácio 29 de Março, sede da administração municipal, no Centro Cívico. A decisão foi tomada em assembleia, e as aulas voltaram ao normal nesta quinta-feira (9).
Durante o dia, mesmo com a Justiça do Paraná declarando a paralisação ilegal, os servidores fizeram uma manifestação no Centro Cívico.
As negociações contaram com a participação das direções do Sismmac (Sindicato dos Servidores do Magistério) e do Sismuc (Sindicato dos Servidores Municipais), além dos secretários Paulo Schmidt (Educação) e Daniele Regina dos Santos (Gestão de Pessoal).
Plano de carreira e reajustes
Entre os pontos acordados, a Prefeitura de Curitiba ampliou a regra do plano de carreira, que previa avanço de até 20% do total da rede, para 30%, com implantação prevista para setembro deste ano. Os percentuais de crescimento também foram revistos: 30% de avanço no nível 1 e 25% nos níveis 2 e 3. Com a mudança, o plano da Educação passa a ser equivalente ao das demais carreiras, levando em conta o menor tempo de carreira dos servidores da área.
Servidores de nível médio, básico e do Magistério devem começar a receber os benefícios a partir de março do ano que vem. Quem havia perdido o benefício receberá um ajuste ainda em 2025 para retomá-lo. O percentual de beneficiados também aumentou, contemplando agora mais da metade dos inscritos.
Tempo de serviço descongelado
No fim de março, o prefeito Eduardo Pimentel havia anunciado o descongelamento de 583 dias de tempo de serviço dos servidores municipais que tiveram a contagem suspensa em 2020 e 2021, durante a pandemia. A suspensão havia afetado benefícios como o adicional por tempo de serviço e a licença-prêmio. A medida beneficia 22,6 mil servidores.
