Quem paga a conta?

Sindicatos convocam atos e questionam acordo que pretende salvar o BRB

Manifestações contra cortes ocorrem nos dias 8 e 11 de junho; categorias do serviço público do DF devem paralisar

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Reunião CUT BRB
Reunião conjunta foi realizada nesta segunda (1º) | Crédito: Divulgação/CUT-DF

A Central Única dos Trabalhadores no DF (CUT-DF), junto a outras centrais e sindicatos, organizou um calendário de mobilizações em resposta ao acordo firmado entre o Governo do Distrito Federal (GDF), o Supremo Tribunal Federal (STF) e a União para salvar o Banco de Brasília (BRB) da crise financeira. O primeiro ato está marcado para segunda-feira (8), na Câmara Legislativa, com concentração às 13h30. Já a segunda mobilização vai ocorrer em frente ao Palácio do Buriti, no dia 11 de junho. Categorias do serviço público também devem organizar paralisações e mobilizações setoriais.

O calendário de mobilização foi aprovado em reunião realizada nesta segunda-feira (1º), que contou com a participação de parlamentares distritais, dirigentes de centrais sindicais como Intersindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e representantes do Sindicato dos Enfermeiros do DF, Sindicato dos Professores (Sinpro), Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural do GDF (Sindsasc), entre outros.

“Os serviços que o Estado fornece para a população vão ser sacrificados para pagar a conta dos erros do governo Ibaneis e Celina. Não vai ter construção de creche, vai faltar médico, vai faltar enfermeiro, assistência social, vai faltar professor na escola. Enquanto isso, a governadora [Celina Leão] vai à TV e diz que o empréstimo não terá consequências, mas isso é mentira”, afirma Thaisa Magalhães, secretária da mulher trabalhadora da CUT-DF.

O acordo, homologado pelo ministro do STF Luiz Fux, permite que o Distrito Federal contraia empréstimo de R$ 6,5 bilhões para cobrir o prejuízo no BRB. A medida usa como garantia recursos recebidos pelo DF por meio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Na prática, isso significa que parte das verbas transferidas pela União ao DF vai poder ser usada para garantir o pagamento da dívida caso o GDF não consiga cumprir os compromissos do empréstimo.

De acordo com a CUT-DF, o acordo pode bloquear reajustes, impedir novos concursos, travar nomeações, congelar políticas públicas e reduzir a capacidade de investimento do Estado justamente nas áreas que mais dependem de orçamento, como saúde, educação, assistência social, transporte e segurança.

As organizações também cobraram “apuração rigorosa” sobre as decisões que levaram o BRB à crise. O banco foi atingido por operações envolvendo o Banco Master, instituição associada a suspeitas de fraudes bilionárias. Para os sindicatos, não é aceitável que a solução comece pelo arrocho sobre servidores e políticas públicas sem antes enfrentar a responsabilidade de quem conduziu o banco a essa situação.

Categorias do serviço público também devem organizar paralisações e mobilizações setoriais. “A ideia do ato, dessa campanha conjunta entre os sindicatos e movimentos sociais, é de elucidar para a população que os serviços prestados à população foram oferecidos como moeda de troca”, completou Thaisa Magalhães.

Serviço

Diálogo com os parlamentares na Câmara Legislativa do DF

Data: segunda-feira (8/6)

Horário: 13h30 

Local: Câmara Legislativa do DF

Ato em defesa do patrimônio

Data: quinta-feira (11/6)

Horário: 9h30

Local: Em frente ao Palácio do Buriti

Com informações da CUT-DF


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Editado por: Flavia Quirino

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