A Comissão Europeia apresentou propostas para a adoção do 21º pacote de sanções contra a Rússia, que poderá afetar o setor energético, os serviços financeiros e o comércio de criptomoedas. O anúncio foi feito pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta terça-feira (9).
“Hoje, propomos um 21º pacote de sanções. Estamos focando nos setores de maior impacto: energia, serviços financeiros e comércio de criptomoedas, e desta vez também incluiremos a pesca pela primeira vez”, afirmou.
Além disso, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, informou que o seu gabinete está propondo a proibição de entrada na UE para todos aqueles que participaram da guerra russo-ucraniana ao lado da Rússia.
“Pela primeira vez, estamos propondo a proibição de entrada na União Europeia para todos aqueles que serviram nas forças armadas russas desde o início da guerra. Isso tornará a Europa fechada para todos aqueles que participaram da invasão da Ucrânia”, declarou a chefe da Comissão Europeia.
Ursula von der Leyen também anunciou que a Comissão Europeia está propondo congelar o teto do preço do petróleo russo até janeiro de 2027 e impor restrições a 31 bancos russos, bem como a 20 bancos, empresas de criptomoedas ou plataformas de países terceiros.
O último pacote de sanções contra a Rússia por parte da UE foi aprovado no final de abril. Originalmente, estava previsto que fosse adotado em fevereiro, no aniversário do início da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, mas a Hungria se opôs, exigindo que o fornecimento através do oleoduto Druzhba fosse restabelecido primeiro.
O atual pacote de sanções também inclui a expansão da lista da “frota paralela” — usada pela Rússia para contornar as restrições às suas exportações — para mais 30 embarcações, além das 632 já sujeitas às sanções.
Já a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, declarou que este deve ser o mais pesado pacote de sanções financeiras contra a Rússia dos últimos dois anos. De acordo com ela, o bloco está avaliando novas restrições a outras 80 entidades e indivíduos que apoiam a guerra da Rússia contra a Ucrânia.
Kallas acrescentou que outras 170 pessoas físicas e jurídicas russas podem estar sujeitas a sanções. Ela também afirmou que o novo pacote inclui medidas de controle de exportação contra 50 empresas localizadas na China, Turquia, Quirguistão, Cazaquistão, Emirados Árabes Unidos e Índia.
China condena sanções da UE
A diplomacia chinesa se pronunciou sobre o novo pacote de sanções da UE contra Moscou. De acordo com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, Pequim condena sanções unilaterais ilegais que não encontram respaldo no direito internacional.
“Tomamos conhecimento dos relatórios pertinentes. A China se opõe consistentemente a sanções unilaterais ilegais que não têm fundamento no direito internacional e não são sancionadas pelo Conselho de Segurança da ONU”, afirmou Lin Jian.
Os países União Europeia têm autorizado seus navios de guerra a inspecionar e deter petroleiros estrangeiros no Mediterrâneo. A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, alega que essa medida visa identificar embarcações que possam estar transportando petróleo russo, contornando as restrições das exportações de petróleo através da chamada “frota fantasma”.
Com isso, a UE tem buscado expandir suas sanções para reduzir as receitas da Rússia com as exportações de petróleo e interromper as atividades destas frotas paralelas.
