O município de Maricá, na região metropolitana do Rio de Janeiro, terá uma frota de vans totalmente elétricas até 2028. A estratégia foi apresentada pela Prefeitura, que também prevê o avanço da modernização dos ônibus convencionais. Com investimentos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Urbana, serão adquiridos 30 ônibus elétricos e 15 carregadores de alta capacidade, iniciando a substituição gradual da frota por modelos de zero emissão.
Segundo o presidente da EPT, Celso Haddad, a eletrificação é uma etapa natural do modelo de mobilidade do município. “Maricá está avançando com foco na agenda da sustentabilidade. A partir do próximo ano, vamos iniciar a implantação das vans elétricas, paralelamente à chegada dos novos ônibus do PAC, com toda a infraestrutura necessária para receber esses novos modais na cidade”, afirmou.
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Em paralelo, Maricá desenvolve testes com protótipos de ônibus híbridos e elétricos, em parceria entre o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), o Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (ICTIM) e a EPT. Os estudos analisam desempenho, eficiência energética, custos operacionais e adaptação às características geográficas da cidade em modelos elétrico-etanol, elétrico-hidrogênio e 100% elétricos.
“A medida demonstra a preocupação do município com o estabelecimento de matrizes de energia limpa. Por suas características de manutenção otimizada, já podemos dizer que o custo será menor. Estamos trabalhando para que em breve toda a frota, que hoje é movida a diesel, seja composta por veículos híbridos”, presidente do Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTIM), Claudio Gimenez.
Maricá opera um dos maiores sistemas de Tarifa Zero do país. A rede conta com 158 ônibus distribuídos em 49 linhas, responsáveis por mais de 3,2 milhões de deslocamentos por mês. O sistema é fortalecido pela integração de 59 vans, organizadas em 22 linhas, que atendem regiões de menor demanda ou áreas com limitações de acesso para ônibus convencionais.
