Estados Unidos, Israel e Líbano anunciaram nesta sexta-feira (26) um acordo-quadro trilateral que encaminha as negociações de paz entre Beirute e Tel Aviv. O acerto foi formalizado em Washington.
Os termos preveem um cessar-fogo progressivo, além da retirada gradual de tropas israelenses de áreas ocupadas no sul do Líbano. Também deverá ser ampliada a presença do Exército libanês na região.
Ao comentar o acerto, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que o entendimento “abre uma nova etapa” para a segurança no Oriente Médio.
“Temos o prazer de anunciar um acordo-quadro entre o governo soberano do Líbano e, é claro, o governo de Israel, com a mediação e o apoio dos Estados Unidos da América”, disse Rubio na cerimônia de assinatura.
Do ponto de vista estratégico, o acordo é importante para uma eventual pacificação entre EUA/Israel e o Irã. Nas últimas semanas, Teerã vem sustentando que qualquer agressão de Israel ao Líbano significa, na prática, um desrespeito ao cessar-fogo que o Irã mantém com os EUA.
A medida anunciada hoje por Rubio ainda será testada. O principal fundamento da incerteza reside no fato de que as Forças Armadas israelenses têm avançado para o norte do Líbano.
O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, foi à rede de televisão local e sustentou que o acordo de hoje representaria um “golpe contra o Irã”. Para ele, as tropas israelenses devem permanecer no Líbano até que o Hezbollah se “desarme”.
Já o Líbano, por meio da embaixadora libanesa nos EUA, Nada Hamadeh Moawad, considerou que o acordo representa o “primeiro passo no caminho para restaurar a soberania e a integridade territorial do Líbano”.
O Hezbollah, por outro lado, nega a eficácia do acordo. Hassan Fadlallah, deputado do Hezbollah, disse que “o caminho trilhado pelas autoridades libanesas equivale a concessões unilaterais e gratuitas que só irão prejudicar o país e servir aos interesses do inimigo israelense”.
