TRIBUTAÇÃO JUSTA

Instituto Justiça Fiscal debate por que o Brasil não tributa grandes fortunas

Atividade online nesta quinta-feira (2) terá como convidado o pesquisador do Ipea Pedro Humberto de Carvalho

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Debate do IJF discute tributação sobre grandes fortunas no Brasil
Debate do IJF discute tributação sobre grandes fortunas no Brasil | Crédito: Raphael Ribeiro/BCB

A ausência de tributação sobre grandes fortunas no Brasil, medida prevista na Constituição Federal de 1988 e nunca regulamentada, será tema de debate online nesta quinta-feira (2), às 19h. Promovida pelo Instituto Justiça Fiscal (IJF), a atividade integra o ciclo “Diálogos IJF” e terá transmissão ao vivo pelo canal da entidade no YouTube.

Com o tema “Por que o Brasil não tributa as grandes fortunas?”, o encontro terá como convidado Pedro Humberto de Carvalho, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e especialista em política tributária. A mediação será de Paulo Gil, da direção do IJF.

O debate pretende discutir as razões políticas, econômicas e históricas que impedem a implementação do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) no país. Também deve abordar os efeitos dessa ausência para o financiamento de políticas públicas, a concentração de renda e a construção de um sistema tributário mais progressivo.

Tributar os Super-Ricos

O tema também dialoga com a campanha Tributar os Super-Ricos, uma das frentes defendidas pelo IJF para ampliar a tributação sobre altas rendas e grandes patrimônios, reduzir o peso dos impostos sobre a população mais pobre e financiar políticas públicas. Em 2026, a mobilização ganhou novo fôlego com a campanha Taxar os Super-Ricos: justiça tributária começa do topo, lançada em Brasília com a participação de organizações da sociedade civil, movimentos sociais e parlamentares.

No Brasil, a maior parte da arrecadação ainda recai sobre o consumo, o que faz com que trabalhadores e famílias de menor renda paguem proporcionalmente mais impostos do que os setores mais ricos. Previsto na Constituição Federal, o Imposto sobre Grandes Fortunas nunca foi regulamentado.

A taxação de grandes fortunas é defendida por movimentos sociais, entidades da sociedade civil e especialistas como uma das medidas para reduzir desigualdades e ampliar recursos para áreas como saúde, educação, moradia e assistência social.

A campanha Taxar os Super-Ricos defende a regulamentação do IGF para patrimônios acima de R$ 10 milhões. Segundo a proposta apresentada pela campanha, a medida poderia arrecadar cerca de R$ 40 bilhões por ano.

O ciclo “Diálogos IJF” foi criado para ampliar o debate público sobre tributação, orçamento e justiça social. A iniciativa busca aproximar temas econômicos da vida cotidiana da população e contribuir para a formação cidadã sobre o papel dos tributos na construção de uma sociedade menos desigual.

Serviço

Debate “Por que o Brasil não tributa as grandes fortunas?”
Quando: quinta-feira (2), às 19h
Convidado: Pedro Humberto de Carvalho, pesquisador do Ipea
Mediação: Paulo Gil, da direção do Instituto Justiça Fiscal
Transmissão: canal do IJF no YouTube
Próxima edição: 21 de julho – “Como fazer justiça no IRPF?”, com Carlos Mantovani, auditor fiscal da Receita Federal e diretor do IJF

Editado por: Marcelo Ferreira

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