O senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, leu, neste sábado (11), uma carta que atribuiu ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No texto, intitulado “Carta aos brasileiros”, o ex-mandatário — que atualmente cumpre pena em regime de prisão domiciliar e está proibido pela Justiça de acessar a internet e redes sociais — apela para que seus apoiadores “deixem as diferenças de lado” e apoiem a pré-candidatura do filho mais velho.
Durante a leitura, realizada em uma transmissão ao vivo, Flávio afirmou ter visitado o pai na manhã deste sábado. Na carta, datada de 1º de julho de 2026, Jair Bolsonaro define o senador como seu “porta-voz” e “a melhor opção para livrar o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento”.
“Meu pré-candidato, creio o seu também, meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e a prosperidade”, diz um trecho do texto lido por Flávio.
O movimento tenta estancar o desgaste provocado por um racha público e familiar dentro da liderança do partido. No mês passado, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro expôs nas redes sociais um violento desentendimento com o enteado, motivado pelas negociações do PL para apoiar o pré-candidato Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo do Ceará.
Em vídeos publicados em seus perfis, Michelle acusou Flávio de tê-la humilhado e maltratado durante uma ligação telefônica. Segundo ela, o senador afirmou de forma ríspida que seria melhor que ela ficasse fora das decisões partidárias por “ter chegado ontem” e “não entender nada de política”. Após o episódio, a ex-primeira-dama anunciou seu afastamento da presidência do PL Mulher.
Na ocasião, Flávio foi a público pedir desculpas e negar as ofensas, elogiando o papel da madrasta na legenda.
