Tariflávio

Governo Lula amplia estratégia para enfrentar tarifaço e aposta em novos mercados

Gestão articula diálogo com setores produtivos, prepara subsídios e busca diversificar exportações

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) traçou uma estratégia para reduzir os impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Além de preparar um pacote de subsídios aos setores mais afetados, o Planalto deve intensificar o diálogo com representantes da indústria e do agronegócio para construir uma resposta ágil às medidas anunciadas por Washington. Paralelamente, o governo pretende acelerar a abertura de novos mercados para ampliar o destino das exportações brasileiras e diminuir a dependência do mercado estadunidense.

A avaliação, nos bastidores do governo, é de que a escuta permanente dos setores atingidos permitirá calibrar as medidas de apoio e dar maior rapidez às ações de enfrentamento. A intenção é reunir as demandas dos segmentos afetados para formular respostas capazes de preservar empregos, produção e competitividade.

Ao mesmo tempo, a gestão Lula aposta na diversificação dos parceiros comerciais como uma das principais alternativas para mitigar os efeitos das barreiras impostas pelos Estados Unidos. A estratégia inclui fortalecer relações com mercados já consolidados e ampliar negociações com novos destinos para os produtos brasileiros.

As iniciativas caminham em paralelo ao pacote de apoio econômico que será anunciado pelo governo federal. A expectativa é que as medidas combinem instrumentos de crédito e incentivos à produção com ações voltadas à expansão da presença do Brasil no comércio internacional.

No Planalto, a avaliação é de que a combinação entre diálogo com os setores produtivos, medidas de estímulo à economia e ampliação das relações comerciais coloca o país em uma posição mais sólida para enfrentar o avanço do protecionismo adotado pelo governo Donald Trump e reduzir seus impactos sobre a economia brasileira.

Editado por: Geisa Marques

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