ELEIÇÕES 2026

Em BH, Lula defende que as mulheres sejam maioria no Congresso Nacional

Presidente participou, no sábado (28), de evento com mais de 5 mil mulheres

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Cercado por mais de 20 mulheres que ocupam cargos de liderança em ministérios e secretarias do governo e candidatas a cargos legislativos, Lula foi ouvido por 5 mil mulheres de todo o Brasil, militantes de movimentos sociais e lideranças comunitárias em seus territórios. | Crédito: Foto: Ricardo Stuckert

Em Belo Horizonte pela segunda vez desde o início oficial da campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, no sábado (29), do evento “Lula com as mulheres”. Cercado por mais de 20 mulheres que ocupam cargos de liderança em ministérios e secretarias do governo e candidatas a cargos legislativos, Lula foi ouvido por 5 mil mulheres de todo o Brasil, militantes de movimentos sociais e lideranças comunitárias em seus territórios.

“Queremos as mulheres decidindo os rumos das políticas que transformam as suas próprias vidas. As mulheres elegem quem elas quiserem. Essas conquistas são antes de tudo fruto da luta de tantas brasileiras que abriram caminhos. Quando uma mulher ocupa seu lugar não é só ela que avança, mas o país inteiro”, reafirmou, no ato, a Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, se referindo aos dados de política pública voltada às mulheres apresentados no evento.

O encontro aconteceu na Serraria Souza Pinto, no Centro da capital mineira, e foi aberto ao público. Durante sua fala, que encerrou o ato, Lula reforçou a importância da participação das mulheres nessa corrida eleitoral e relembrou políticas que demonstram seu compromisso com o fim da violência contra as mulheres e das desigualdades de gênero. O presidente também questionou a sub-representação feminina nas casas legislativas.

“Nunca antes na história do país o governo cuidou tanto da participação das mulheres. Por que as mulheres são maioria em todos os estados e quase todas as cidades e não tem maioria no Senado e na Câmara de deputados? Democracia é o poder que emana do povo em nome do povo. É uma contradição. Se todas as mulheres voltarem em mulheres, o congresso será formado, em sua maioria, por mulheres. É o mesmo com os trabalhadores, somos maioria no mundo”, afirmou o presidente.

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Lula reforçou, ainda, a importância da educação em todas as fases da vida como instrumento de combate à misoginia.

“Ajudem a mudar esse país. Não acreditem nessa história de que mulher é fraca. A mulher é o que ela quiser ser. Estudem, se formem para serem respeitadas em casa e na rua. Vocês não podem continuar sendo tratadas como cidadãs de segunda classe, as mulheres devem ser tratadas com respeito e carinho. O papel do estado é garantir isso”, alertou o presidente.

“Mulheres vivas, livres e sem medo”

Na mesma toada, Lopes destacou a importância das mulheres na democracia. A ministra relembrou a atuação de seu ministério e as “mais de 80 leis sancionadas fortalecendo os direitos e ampliando conquistas para mulheres de todo o país”.

“Falo hoje muito emocionada e cheia de esperança, desde 2023 as mulheres passaram a ter um ministério para chamar de seu. A criação do ministério das mulheres foi uma escolha de um projeto de país, é o reconhecimento de que as mulheres são protagonistas da democracia, do desenvolvimento e da construção do nosso futuro. O Brasil quer as mulheres vivas, livres e sem medo”, afirmou a ministra.

No encerramento de seu discurso, Lula afirmou que enquanto for presidente, “nenhum governo estrangeiro vai meter o bedelho nesse país”. 

Participaram do encontro, também, também o candidato a governador de Minas Gerais, Patrus Ananias (PT) e seu vice Jarbas Soares Júnior, os únicos homens a subir no palco; e as candidatas ao Senado pela chapa, Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (Psol). 

Compuseram a mesa a primeira-dama Janja Lula da Silva; as candidatas ao Senado Manuela d’Ávila (Psol-RS), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Marília Arraes (PDT-PE). Também participaram Teresa Leitão (líder do governo no Senado), além das Ministras de Estado e Secretárias Márcia Lopes (Ministério das Mulheres), Miriam Belchior (Casa Civil), Margareth Menezes (Cultura), Esther Dweck (Serviço Público), Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), Janine Mello (Direitos Humanos), Raquel Barros (Igualdade Social) e Fernanda Machiaveli (Desenvolvimento Social e Agrário).

Editado por: Lucas Wilker

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