Nesta quarta-feira (2), professores de escolas privadas da cidade do Rio fazem uma greve de 24 horas como parte da campanha salarial para a educação básica. A categoria está mobilizada nesta manhã em um ato no Largo do Machado, na zona sul.
Segundo o Sindicato dos Professores do município (Sinpro-Rio), a paralisação é uma advertência diante da intransigência do setor patronal. Entre outras pautas, o sindicato reivindica equiparação salarial entre diferentes níveis de ensino (Fundamental I, II e Ensino Médio) e remuneração por horas de trabalho extraclasse.
Ao Brasil de Fato, o diretor financeiro do Sinpro-Rio, Oswaldo Teles, explicou que a categoria recusou o reajuste sem ganho real, corrigido apenas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) fixado em 3,77%.
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O sindicato então solicitou a intermediação da Justiça do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho (MPT) diante do impasse. Uma nova proposta chegou a 4% em fevereiro, mas os professores também recusaram e apontaram esta quarta (2) como dia de luta.
“Hoje é um dia de paralisação de advertência para trazer o patronal à realidade. O professor não pode estar tão desvalorizado no setor privado, onde não tem nenhuma garantia ao longo do ano de um reajuste digno”, aponta o professor Teles.

Segundo o Sinpro-Rio, a mensalidade das escolas particulares este ano subiu em média 8%. Em algumas, o aumento chegou a 12%, causando ainda mais indignação da categoria. O dirigente sindical ressaltou a falta de valorização no setor privado com os profissionais da educação.
“Eles reajustam a mensalidade todo ano e não repassam o mínimo para a dignidade do professor. Os professores e professoras dentro das escolas estão firmes por valorização do magistério. Outro debate muito importante para nós é a equiparação salarial. Professor da Educação Infantil ganha menos que o professor do Ensino Médio, e do Fundamental II, quando o trabalho é equivalente. A gente precisa ter um professor valorizado na Educação Infantil até o Ensino Médio”, completa.
Segundo o sindicato, há uma possibilidade de destravar a negociação no mês de setembro. “Esperamos voltar para a mesa com uma proposta digna, que a gente possa discutir, levar para uma assembleia e a categoria entender que pode ser aprovada. Mas nesse momento há uma dificuldade muito grande”, finaliza Teles.
