luta antiga

Jandira Feghali: ‘É preciso pressão política para que votação do fim da escala 6×1 aconteça entre turnos’

Deputada federal defende que a discussão não é eleitoral e, sim, é sobre direitos dos trabalhadores

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Centenas de manifestantes fecharam uma das pistas da avenida Paulista pelo fim da escala 6x1.
Manifestantes reivindicam o fim da escala 6×1 em São Paulo | Crédito: Elineudo Meira/@fotografia.75

O fim da escala 6×1 foi aprovado nesta quarta-feira (2) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e agora precisa passar por votação dupla no plenário da Casa. A decisão de pautar o tema cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O texto assegura dois dias de descanso semanal para os trabalhadores CLT, preferencialmente aos domingos, sem a possibilidade de redução salarial nominal. Para passar, precisa de, no mínimo, 49 votos.

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) avalia que a aprovação foi uma grande vitória dos trabalhadores e trabalhadoras, possibilitada pela negociação do presidente Lula (PT) com Alcolumbre. “Foi um grande embate na CCJ, mas teve a vitória do conteúdo, que foi igual à da Câmara”, aponta em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

Contudo, Feghali vê como derrota não terem conseguido levar a votação ao plenário. “Dava para votar, mas não foi votado. E isso é resultado de um esforço da extrema direita e das confederações patronais. Esse acordo que foi feito ali de só votar entre o primeiro e segundo turno ou só depois das eleições, eu avalio como derrota. E tem as digitais de Flávio Bolsonaro e da extrema direita nisso”, afirma.

A expectativa do campo progressista é pressionar para que Alcolumbre paute a votação entre os turnos e que o tema não se arraste para depois das eleições. “Não é uma discussão eleitoral. É o direito dos trabalhadores ter a redução de jornada de trabalho. Essa luta não é de agora, começou lá atrás nos grandes encontros sindicais”, defende.

Jandira Feghali conta que, ao final da sessão de quarta-feira (2), o que circulou nos bastidores é que haveria um comprometimento de colocar a votação após o primeiro turno. Contudo, a deputada destaca que muitas reportagens jornalísticas trouxeram informações de que o tema seria deixado para depois do período eleitoral. “É preciso aumentar a pressão política, do movimento sindical sobre o Congresso Nacional para que essa votação aconteça”, reforça.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Gia Matheus Almeida

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