Movimentos populares realizaram na última segunda-feira (7) a 32ª edição do Grito dos Excluídos. No Rio de Janeiro, a marcha percorreu a Avenida Presidente Vargas, uma das principais do centro da cidade. A manifestação chamou atenção para as desigualdades sociais, para os ataques à soberania nacional e à democracia.
“Seguimos em marcha por um Brasil soberano, sem fome e sem desigualdade, com reforma agrária, moradia digna, justiça social e democracia”, afirmou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Rio de Janeiro.
Mais de 50 cidades do país promoveram atos sob o lema “Na defesa da Terra, Paz e Moradia! Erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”. O direito à terra e à habitação também foi destaque na marcha da capital carioca.
Uma grande faixa contra as remoções foi carregada pelos manifestantes, que cobraram políticas públicas de moradia na cidade. A mobilização reuniu movimentos sociais, sindicatos e organizações da sociedade civil.
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No Rio, a Escola de Teatro Popular apresentou esquetes de teatro político com os temas soberania e democracia. O dramaturgo Julian Boal explicou à Agência Brasil que a encenação abordou que a participação democrática não se encerra nas eleições.
Durante o percurso na Avenida Presidente Vargas, manifestantes criticaram o tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros e a interferência de Donald Trump nas eleições. O fim da escala 6×1 também apareceu entre as reivindicações, porém, o tema só deve ser votado no Senado depois da eleição.
*Com informações da Agência Brasil
