Casteladas, a coluna de aforismos e pensamentos, traz o gênero literário conhecido por ser o oposto do calhamaço. A frase curta – ou o fragmento – de alegria instantânea, a serviço do humor.
Hoje chamamos de decepção aquilo que antes atendia pelo nome de Neymar.
O patriotismo de Eduardo Bolsonaro continua o mesmo. Só mudou o país, o estado e o CEP.
Não irei à FLIP. Azar da FLIP.
O uniforme mais esdrúxulo da Copa foi o terno com Olympikus branco do Infantino.
Não há nada mais cenográfico do que um vice.
Assistir à Copa e depois voltar ao Brasileirão é como terminar um romance de Tolstói e começar a ler o manual da air fryer.
Todo gênio precisa de um admirador. Todo admirador precisa de um psiquiatra.
O técnico da Espanha tem um plano. O do Brasil tem um salário.
Assisti “A Odisseia”. É um “A identidade Bourne” que se passa na Grécia.
Muitos livros não passam de árvores que voltaram para se vingar.
A unanimidade é uma minoria armada de microfones.
Quem vive de golpes jamais perde a fé na humanidade. Afinal, ela continua caindo.
Trump sequestrou o Brasil e agora está pedindo o resgate.
O revolucionário envelhece no momento em que ganha uma sala com ar-condicionado.
Júlia Zanatta usa tiara. Seus colegas, máscaras. Cada um disfarça como pode.
*Este é um artigo de opinião e não necessariamente representa a linha editorial do Brasil de Fato.

