Falta exatamente um mês para milhões irem às urnas eleger o próximo presidente do Brasil. A primeira pesquisa Quaest de setembro indica um cenário acirrado. No primeiro turno, Lula (PT) aparece com 37% contra 29% de Flávio Bolsonaro (PL). As projeções mostram ainda empate técnico entre os postulantes em um provável segundo turno. Ou seja, engana-se quem acredita que a vitória da democracia será fácil.
Estamos em mais uma disputa acirrada entre a esquerda e a extrema direita, o que ficou ainda mais explícito nesta semana, após o ministro André Mendonça, indicado pelo ex-presidente condenado Jair Bolsonaro (PL), e a mídia burguesa — que, mais uma vez, abertamente, demonstra não ter compromisso com as instituições democráticas — tornarem públicas informações sobre uma investigação judicial inconclusa.
Não queremos voltar a ser colônia de ninguém
Aqui não se discute se Alexandre de Moraes mantinha ou não relações ilegais ou imorais com o banqueiro Daniel Vorcaro. O aspecto mais importante é que a ação de Mendonça e dos meios de comunicação comerciais, a poucos dias da eleição, tem como objetivo tentar desestabilizar o jogo democrático e, assim, impactar a candidatura de Lula.
O que os setores antidemocráticos tentam esconder é que é público e notório que os maiores envolvidos com o escândalo do Banco Master são justamente os representantes da extrema direita.
Flávio Bolsonaro (PL) recebeu dinheiro de Vorcaro, Nikolas Ferreira pediu ajuda para acelerar projetos criminosos de mineração em Minas Gerais, e o próprio André Mendonça reuniu com o banqueiro antes de assumir a relatoria das investigações sobre a instituição financeira no Supremo Tribunal Federal (STF).
O circo armado nesta semana só torna ainda mais nítido aquilo que os movimentos sociais vêm afirmando há meses: a extrema direita vai fazer de tudo para retomar o controle do Brasil. Desta vez, com o apoio de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos, e em um contexto de ofensiva do império na América Latina. Os EUA intervieram duramente nas eleições do Chile, Peru e Colômbia. Sequestraram o presidente eleito da Venezuela, e promovem um cerco genocida em Cuba.
A extrema direita brasileira está a serviço do maior império do mundo, que, em declínio, tenta retomar o controle político e econômico da nossa região. O Brasil é peça chave, pela riqueza em minerais estratégicos, grande mercado consumidor, e quantidade de mão de obra.
Diante do maior inimigo da humanidade, não se pode vacilar, é preciso convocar o que temos de melhor: a mobilização popular. No próximo 7 de setembro, completamos 204 anos da independência brasileira. Não queremos voltar a ser colônia de ninguém. Que tomemos as ruas pela soberania e a democracia. Quem pode, deve e vai ganhar as eleições em 2026 é a ação criativa do povo.
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