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Biden, parlamentares, sindicalistas: Lula tem agenda intensa nos EUA nesta sexta

Presidente brasileiro chegou na quinta-feira à capital americana para retomar normalidade das relações entre os países

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) |

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Acompanhado da primeira-dama, Janja, presidente brasileiro chegou aos Estados Unidos na quinta-feira (9) - Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá uma intensa agenda diplomática nesta sexta-feira (10). Na primeira visita aos Estados Unidos após o início do terceiro mandato, ele se encontrará com o presidente estadounidense, Joe Biden, e terá ainda reuniões com parlamentares e sindicalistas do país.

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O primeiro encontro acontecerá às 12h30 (pelo horário de Brasília) com o senador Bernie Sanders. Hoje filiado ao Partido Democrata, Sanders entrou para a história como o mais longevo congressista independente dos Estados Unidos, tendo atuado como deputado entre 1991 e 2007 e, desde 2007, como senador. Em 2016 e 2020, ele tentou candidaturas à presidência, mas foi derrotado nas primárias.

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Sanders denunciou a perseguição política sofrida por Lula no período em que ficou preso em Curitiba, e demonstrou apoio ao petista na campanha para as eleições presidenciais no Brasil em 2022. Uma das figuras mais relevantes da esquerda nos Estados Unidos, o senador foi um dos primeiros políticos estrangeiros a reconhecer a vitória do atual presidente brasileiro na disputa contra Jair Bolsonaro (PL).

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Após o encontro com o senador, Lula terá audiência com deputados do Partido Democrata, a partir das 13h15 (sempre pelo horário de Brasília). Embora a Presidência da República não tenha divulgado os nomes dos congressistas que comparecerão, é esperada a presença de Alexandra Ocasio-Cortez, deputada socialista de Nova York. Ela foi uma das parlamentares estadunidenses a defender a extradição de Bolsonaro do país.

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Mais tarde, às 14h, o presidente brasileiro vai se reunir com representantes da Federação Americana de Trabalho e Congresso de Organizações Industriais (AFL-CIO, na sigla em inglês), principal central sindical dos EUA. Em 2018, quando Lula registrou sua candidatura (que mais tarde seria impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral), a central enviou uma grande delegação ao Brasil e demonstrou apoio público ao petista.

O primeiro encontro de Lula com Biden está previsto para 18h, na Casa Branca, sede do governo dos EUA. Mais cedo, Lula disse em uma rede social que espera que a conversa abra uma relação "muito produtiva".

Depois do encontro restrito, os presidentes participarão de uma reunião ampliada, com representantes governamentais dos dois países. 

Expectativas

Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, após as reuniões entre os presidentes, os Estados Unidos vão anunciar envio de recursos para o Fundo Amazônia, que já conta com colaboração da Alemanha e da Noruega para  ações de combate ao desmatamento.

O colunista Jamil Chade, do UOL, disse que do encontro sairá também um compromisso político de defesa da democracia. A ideia é "virar a página" em temas como negacionismo e ataques às instituições democráticas, deixando para trás os governos de Jair Bolsonaro e Donald Trump.

Edição: Rodrigo Durão Coelho