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Movimentos cobram posicionamento do governo brasileiro contra ameaças dos EUA à Venezuela

Governo venezuelano pediu apoio ao Brasil frente às ameaças e negocia um comunicado em apoio

29.ago.2025 às 10h36
Caracas (Venezuela)
Lorenzo Santiago
Chavistas foram às ruas para defender vitória de Nicolás Maduro depois das eleições (2024)

Chavistas foram às ruas para defender vitória de Nicolás Maduro depois das eleições (2024) - José Bernardes/Brasil de Fato

Movimentos populares, sindicatos e grupos políticos vão protocolar, nesta sexta-feira (29), um pedido para que o governo brasileiro se posicione contra o deslocamento de navios militares estadunidenses no sul do Caribe. Em nota, as organizações afirmam que isso, somado às declarações do governo de Donald Trump, representam uma ameaça à Venezuela. 

“Diante desse cenário, apelamos ao governo brasileiro para que, com base nos tradicionais laços de amizade que unem os dois povos e as duas nações, manifeste explicitamente seu apoio à Venezuela, reafirmando o compromisso com a paz, a cooperação e o respeito à soberania desse país irmão. A busca pela harmonia e o fortalecimento dos laços diplomáticos devem ser sempre as prioridades nas relações internacionais”, diz o comunicado.

O texto também lembra das acusações da Casa Branca de que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, seria líder de uma suposta organização criminosa chamada Cartel dos Sóis, que levaria droga aos Estados Unidos. A existência desse grupo não foi provada pelo governo de Trump.

“A intensificação dessas ações provoca tensões na região por constituir uma ameaça de agressão a um país soberano. A Venezuela não deve ser alvo de provocações externas e ameaças, que visam a desestabilizar a sua ordem interna. Além disso, as recentes acusações feitas pelo presidente dos Estados Unidos contra o presidente legítimo da Venezuela, Nicolás Maduro, são infundadas.”

Ao todo, 39 organizações assinaram o documento. Entre elas está o Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Partido Comunista Brasileiro (PCB), a Internacional Antifascista, a Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB) e a União Nacional dos Estudantes (UNE). 

O texto afirma que essas declarações não apenas desrespeitam a soberania da Venezuela, como também “ignoram os princípios de convivência pacífica entre as nações” e reforçam uma “retórica beligerante” que não está de acordo com a diplomacia internacional.

“É evidente que essas ameaças militares têm como objetivo incitar tensões internas na Venezuela, favorecendo a instabilidade no país e na região. Uma política de agressão, como a promovida pelos Estados Unidos, só contribui para o agravamento de uma situação que deve ser resolvida com diálogo e respeito à soberania e autodeterminação dos povos”, afirma o texto.

A nota destaca que ações de intimidação afetam toda a América Latina e lembra que a região foi declarada como uma Zona de Paz pela Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) em 2014. 

O MST já havia declarado apoio à Venezuela na semana passada em meio a ameaças militares dos Estados Unidos. Segundo o grupo, a chegada de navios para a costa do país caribenho representa mais uma “ofensiva imperialista” contra os países latino-americanos.

Submarino de propulsão nuclear

Brasil e Venezuela têm mantido contato para condenar as ameaças estadunidenses na região. A ideia da Venezuela é persuadir que o Brasil manifeste não só solidariedade ao país, como também denuncie a violação do Tratado de Tlatelolco, assinado no México em 1967 e ratificado pelos próprios Estados Unidos. Os países signatários concordaram em não testar, fabricar ou desenvolver qualquer arma nuclear.

Militares venezuelanos ouvidos pelo Brasil de Fato afirmam que o submarino estadunidense que está vindo para a região é um submarino de propulsão nuclear, ou seja, ele se desloca a partir da energia gerada pela quebra de núcleos atômicos. Ele pode, ou não, usar armas nucleares. A possibilidade de que ele carregue armas nucleares, no entanto, já foi suficiente para a denúncia venezuelana.

O governo brasileiro, no entanto, está reticente em denunciar, neste momento, uma violação deste tratado pelos Estados Unidos e entende que esse seria um passo a mais em uma relação já está conflituosa com Washington depois do tarifaço de Donald Trump.

O Brasil de Fato solicitou posicionamento ao Ministério das Relações Exteriores, e ainda não houve retorno. O espaço segue aberto às manifestações.

Ameaça dos EUA

A tensão aumentou na região na semana passada, depois que os Estados Unidos subiram o tom contra o governo Maduro. A porta-voz do governo de Donald Trump, Karoline Leavitt, afirmou que os Estados Unidos usariam “toda a força” contra a Venezuela. Antes, o Departamento de Estado havia aumentado a recompensa pela prisão de Nicolás Maduro para US$ 50 milhões e, sem apresentar provas, reiterou que o mandatário venezuelano seria chefe do Cartel dos Sóis, uma suposta organização criminosa, sobre a qual não há informações oficiais.

Depois disso, agências de notícias internacionais começaram a noticiar o envio de navios militares para a região. Ao todo, seriam três embarcações com 4 mil soldados estadunidenses que foram deslocados ao sul do Caribe para combater o tráfico de drogas. Na terça-feira (26), o cruzador de mísseis guiados USS Lake Erie e o submarino USS Newport News teriam sido incorporados à missão, além de uma nova tropa francesa, segundo a CNN.

Em resposta, o governo venezuelano anunciou que deslocaria uma tropa para o sul do Caribe e 15 mil soldados para a fronteira com a Colômbia. Além disso, o presidente Nicolás Maduro promoveu um alistamento em massa de voluntários à Milícia Nacional Bolivariana no último final de semana. 

A milícia bolivariana é uma organização formada em 2009 composta por civis e militares aposentados em seus quadros. Eles recebem treinamento para defesa pessoal e fiscalização do território em diferentes contextos — urbano e rural. A milícia passou a compor uma das cinco Forças Armadas da Venezuela, que tem uma estrutura diferente do Brasil.

O governo reforçou a importância desse alistamento para a defesa da soberania nacional e disse que uma nova rodada de alistamento seria feita nesta sexta-feira (29) e sábado (30).

Editado por: Monyse Ravena
Tags: casa brancadonald trumpestados unidoseuamstnicolas maduropcbunevenezuela
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