Após os desdobramentos da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão do controlador do Banco Master, no afastamento do presidente do Banco de Brasília (BRB) e na abertura de novas linhas de investigação sobre emissões irregulares de títulos e outras operações suspeitas, o Sindicato dos Bancários do Distrito Federal veio a público reafirmar a defesa do patrimônio público e a responsabilização dos envolvidos no caso.
A entidade afirmou que os fatos ocorridos reforçam as preocupações manifestadas há mais de um ano, desde que foram identificadas negociações suspeitas entre o BRB e o Banco Master. Desde então, o sindicato aponta que a operação BRB–Master era marcada por “inconsistências financeiras, ausência de estudos técnicos, falta de transparência e riscos sistêmicos graves”.
Durante o período de negociação, o sindicato apresentou representações ao Banco Central, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ao Ministério Público Federal (MPF), ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP), para que as tratativas não fossem adiante.
“Em todos esses documentos, o Sindicato alertou para uma tentativa organizada de utilizar o BRB como instrumento político e como mecanismo de absorção de problemas privados”, diz a nota divulgada na última terça-feira (18).
Além disso, a organização também ressaltou que os acontecimentos demonstram que determinados setores do Governo do Distrito Federal e dos grupos de apoio político insistiram em “empurrar o banco público para dentro de um negócio incompatível com o interesse coletivo e alheio aos princípios mínimos de governança”, mesmo diante de investigações em curso e de sinais claros no Banco Master.
“O BRB é patrimônio do povo do Distrito Federal. Existe para servir à sociedade, fomentar o desenvolvimento regional, apoiar políticas públicas e garantir acesso responsável ao crédito. Não existe para atender interesses privados, nem para ser utilizado como plataforma de resgate de instituições financeiras em crise. O Sindicato reafirma que atuou e continuará atuando exclusivamente para proteger o BRB, sua integridade institucional e os empregos dos bancários que sustentam a credibilidade do banco diariamente”, completa.
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