Greve

FUP realiza vigília de greve em frente à sede da Petrobras no Rio

Atividade inclui a exibição do documentário 'Imagens de um sonho', que retrata a jornada dos petroleiros

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Grevistas da Bacia de Campos são recebidos em desembarque no Heliporto de Farol de São Tomé
Grevistas da Bacia de Campos que trabalham em plataformas são recebidos em desembarque em heliporto | Crédito: FUP/Divulgação

Em mais uma atividade da greve iniciada nesta segunda-feira (15), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) fará uma vigília em frente ao prédio sede da Petrobras, localizada no Edifício Senado (Edisen) a partir das 15h.

Durante a vigília será exibido o documentário Imagens de um sonho (2019), do cineasta Leandro Olímpio e produzido pela Mídia Ninja. O filme de 20 minutos foi realizado a partir de vídeos publicados no YouTube entre 2008 e 2018 por terceirizados da Petrobras que registraram bons e maus momentos da sua rotina no trabalho.

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A apresentação será realizada pelo pesquisador Adilson Mendes, da Universidade da Cidania (UC), vinculada ao Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FCC/UFRJ). Os comentários serão do próprio diretor do filme, que falará online.

Cartaz de atividade da Federação Única dos Petroleiros (FUP), com atividade de vigília e exibição do filme 'Imagens de um sonho'

Crescimento da greve

Em balanço divulgado na manhã desta sexta-feira (19), a FUP informou que a paralisação é realizada em todas as regiões do país com paralisação em mais de 60 unidades, sendo 28 plataformas e 16 unidades da Transpetro, nove refinarias, quatro termelétricas, duas usinas de biodiesel e duas unidades de tratamento de gás, além de incluir o edifício sede de Natal.

Trabalhadores embarcados em plataformas, como ocorre no norte fluminense, seguem impedidos de deixar o local.

A mobilização é uma resposta direta aos entraves na negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025-2026, visto que a terceira proposta apresentada pela Petrobras não contemplou as demandas centrais da categoria.

O sindicato questiona o discurso de “aperto dos cintos” da empresa enquanto são divulgados lucros recordes, com R$ 32,7 bilhões destinados aos acionistas. Entre os pontos de divergência estão a proposta de alterar cláusulas sob análise judicial, uma cobrança adicional para cobrir custos administrativos do plano de saúde, que diminuiria o ganho real de 0,5% na Remuneração Mínima por Nível e Regime (RMNR), a redução de postos de trabalho e a antecipação da Participação nos Lucros ou Resultados (PLR), vista como “pegadinha” pelos trabalhadores.

Editado por: Juliana Passos

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