Brasília recebe nesta quinta-feira (8), em frente ao Palácio do Planalto, um ato público em defesa da democracia. A data passou a integrar o Calendário Oficial de Eventos do Distrito Federal em memória dos ataques antidemocráticos da extrema direita que, em 2023, atingiram as sedes dos Três Poderes e colocaram em risco o Estado Democrático de Direito. A mobilização acontecerá às 10h30, com lema “Sem anistia para golpistas e pelo veto ao PL da Dosimetria”.
Tres anos após os episódios que chocaram o país e o mundo, movimentos sociais, organizações populares, centrais sindicais e organizações politicas se reúnem para reafirmar o compromisso com o Estado Democrático de Direito. O ato desta quarta (8) tem como eixo central a preservação da memória coletiva, a rejeição a qualquer tentativa de ruptura institucional e a defesa do direito do povo decidir seu próprio futuro por meio do voto.
A mobilização ocorrerá na Via N1, em frente ao Palácio do Planalto, área próxima à Praça dos Três Poderes, que passa por reformas. A escolha do local remete ao palco dos ataques de 8 de janeiro de 2023. A concentração do ato está prevista para as 8h.
Cerimônia oficial
Para marcar a data, o governo federal vai realizar uma cerimônia simbólica no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiza Inácio Lula da Silva (PT) e de representantes de partidos políticos, movimentos sociais e centrais sindicais. Após o encontro, o presidente deverá descer a rampa para cumprimentar o público, em um gesto de reafirmação do compromisso com a democracia.
A mobilização tem como objetivo reforçar que os ataques de 2023 não foram fatos isolados, mas uma grave tentativa de enfraquecer a democracia brasileira e desacreditar as instituições.
Dia em Defesa da Democracia
Como resposta institucional e política aos acontecimentos, a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou o Projeto de Lei nº 35/2023, de autoria do deputado distrital Gabriel Magno (PT), que institui o Dia em Defesa da Democracia no calendário oficial do DF.
Para os movimentos que organizam o ato, ocupar as ruas neste dia é um gesto simbólico e político. A participação popular é apresentada como elemento central na reconstrução democrática, na defesa das liberdades e no fortalecimento das instituições. “Memória é luta”, destacam os chamamentos do ato, que convocam a sociedade a não normalizar nem minimizar o que aconteceu.
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