Ainda dá tempo para visitar uma exposição especial e impressionante: a FIBRA – II Bienal de Arte Têxtil Contemporânea na Casa de Cultura Mario Quintana, Galerias Sotero Cosme/ Museu de Arte Contemporânea/ MACRS, 6º andar, e Fotogaleria Virgílio Calegari do Instituto de Artes Visuais, 7º andar. O tema é “Consumo Consciente: sensibilização para transformar o comportamento coletivo”. Está também no Plano B Cultural, na rua Joaquim Nabuco, 36. O encerramento é no dia 25 de janeiro.
Participam das mostras obras de 35 artistas, selecionadas por edital nacional, e um coletivo. Bordado, crochê, tricô, tecelagem, impressão, fotografia, objetos, instalações e performances se entrelaçam em um território onde a arte têxtil aponta para um horizonte mais sensível e humano, em sintonia com as narrativas da arte contemporânea e as preocupações ambientais. A jornalista Lelei Teixeira se emocionou com a exposição e disse no Facebook que “quando arte e sustentabilidade andam de mãos dadas a esperança reverbera”.

“A proposta é provocar, através da arte contemporânea, debates e reflexões mais do que necessárias sobre nossos hábitos de consumo e fazeres ancestrais, estimulando os hibridismos de materiais, a coexistência de linguagens e uma reflexão profunda sobre o meio ambiente”, refletiu a jornalista.
Toda a programação é gratuita. As atividades incluem a exposição de obras selecionadas por edital nacional, conversas, bazar e catálogo digital. A primeira ação teve início em 27 de novembro e já passaram pelos locais milhares de pessoas. Os expositores não tem taxa de inscrição e usam um sistema de vouchers para estimular as trocas entre os produtores. O compromisso social é de respeito pela sustentabilidade e pela diversidade de gênero.
Os encontros que lá aconteceram e vão acontecer incluem debates com artistas, onde são discutidas e analisadas produções autorais e técnicas de produção.
Ao final do projeto, será lançado um catálogo digital gratuito, reunindo as obras das mostras e o registro completo das atividades realizadas. Coerente com as narrativas da arte contemporânea e as preocupações ambientais, a FIBRA propõe, nesta edição, um olhar crítico sobre o consumo e seus desdobramentos na esfera da arte têxtil, refletindo sobre suas ressignificações para um mundo melhor.
História
A primeira edição foi realizada em 2019 e reuniu mais de 140 artistas em seis espaços expositivos, o que transformou a FIBRA em um evento significativo para a área da arte têxtil no Brasil. Portanto, esta segunda edição foi muita esperada.
“Além de ter reunido uma diversidade de artistas e de trabalhos, instigou conversas e provocou reflexões fundamentais sobre o tempo que vivemos e as mudanças necessárias para a saúde do planeta”, afirmou Lelei.
Como diz a gestora do projeto, Kátia Costa, “a fibra tem fibra”.
