Violência

GCM usa gás lacrimogêneo, spray de pimenta e cassetetes para dispersar bloco Vai Quem Qué no Butantã, em São Paulo (SP)

Organização do cortejo denuncia violência desproporcional durante desfile autorizado pela prefeitura

No audio source provided.
O bloco Vai Quem Qué foi fundado na década de 80
O bloco Vai Quem Qué foi fundado na década de 80 | Crédito: Reprodução Instagram/ @itsbaldini

A Guarda Civil Metropolitana (GCM), corporação subordinada à prefeitura de São Paulo, dispersou foliões com bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e cassetetes na noite de terça-feira (17), no bairro Butantã, na zona oeste da capital paulista. A ação ocorreu após a passagem do bloco Vai Quem Qué pela região da Praça Boturoca.

Imagens registradas no local e publicadas nas redes sociais mostram correria e pessoas tentando se proteger nos arredores de um supermercado e de um bar durante a chuva. Um homem aparece entrando no estabelecimento com irritação nos olhos, possivelmente causada pelo uso de spray de pimenta. Em meio à confusão, foliões gritavam contra a atuação policial.

Segundo a organização do bloco, um dos mais tradicionais do Carnaval de rua de São Paulo, fundado nos anos 1980, o cortejo desta terça-feira tinha autorização da prefeitura. O grupo afirma que o equipamento de som foi desligado às 18h, conforme as regras municipais.

A prefeitura disse, em nota enviada ao Brasil de Fato, que, durante a dispersão, houve “resistência pontual e arremesso de objetos contra a equipe, que atuou dentro dos protocolos de segurança para restabelecimento da ordem e garantia de proteção do público”. Segundo o comunicado, dois agentes ficaram feridos e foram encaminhados ao Hospital do Rio Pequeno, onde receberam atendimento médico. Não houve condução ao Distrito Policial.

Em nota, o Vai Quem Qué classificou a ação da GCM como “completamente desproporcional e lamentável” e denunciou agressões físicas. De acordo com os organizadores, um integrante que tentou dialogar com os agentes foi espancado.

“O bloco faz Carnaval nas ruas desde 1981 e nunca viu tamanho absurdo. Repudiamos e não aceitaremos que a dispersão seja feita na base da porrada”, afirmou a organização.

Editado por: Geisa Marques

|

Newsletter