O senador Wellington Fagundes (PL) lidera a disputa pelo governo de Mato Grosso em todos os cenários testados para a eleição de 2026, de acordo com a pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (2).
Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o parlamentar aparece com até 40% das intenções de voto no primeiro turno e venceria os principais adversários nas simulações de segundo turno.
No primeiro cenário apresentado pela pesquisa, o senador registra 35% das intenções de voto. Em seguida aparecem Jayme Campos (União Brasil), com 23%, Otaviano Pivetta (Republicanos), com 19%, e Natasha Slhessarenko (PSD), com 10%. Em uma segunda simulação, sem Jayme Campos, Fagundes sobe para 40%. Pivetta aparece com 29% e Slhessarenko registra 16%.
As projeções para o segundo turno também indicam vantagem para o senador. Contra Pivetta, Fagundes tem 44% das intenções de voto. Em uma disputa contra Jayme Campos, alcança 51%. Já diante de Slhessarenko, apoiada pelo PT, chega a 54%.
Antes de chegar ao Senado, Wellington Fagundes exerceu três mandatos consecutivos como deputado federal por Mato Grosso. Em 2014, foi eleito senador e, em 2022, conquistou a reeleição. Recentemente, tornou-se um dos signatários da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) como alternativa ao fim da escala 6×1.
A proposta foi alvo de críticas por permitir jornadas flexíveis por hora trabalhada e ampliar o peso dos acordos individuais entre patrões e empregados. Na prática, a PEC altera o artigo 7º da Constituição para permitir jornadas flexíveis “inclusive por hora trabalhada” e determina que férias, 13º salário, FGTS e demais direitos sejam calculados proporcionalmente à carga horária exercida.
Ao longo da trajetória política, Fagundes se consolidou como um dos principais representantes do bolsonarismo no estado e tem mantido alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro em pautas nacionais.
O senador foi um dos defensores de Bolsonaro após sua prisão. Em fevereiro deste ano, ele visitou o ex-presidente na unidade prisional conhecida como “Papudinha”, em Brasília (DF), após autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). Em junho, também chamou atenção após a divulgação de um vídeo gravado antes de um encontro com o ex-presidente. Na gravação, Fagundes afirmava já ter conversado com Bolsonaro e recebido sinal verde para sua pré-candidatura ao governo de Mato Grosso, embora a visita ainda não tivesse ocorrido.
A liderança do senador aparece em um momento de disputa dentro do campo da direita mato-grossense. Embora o PL nacional defenda uma composição com o atual vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), Fagundes trabalha para viabilizar uma candidatura própria ao Palácio Paiaguás com o respaldo de Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro lidera corrida presidencial no estado
O levantamento também simulou a disputa presidencial em Mato Grosso. O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aparece na liderança com 40% das intenções de voto contra 31% do presidente Lula (PT).
Na sequência aparecem o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e Renan Santos (Missão), ambos com 6%. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (DC) têm 3% cada, enquanto Aécio Neves soma 1%.
Lula também lidera o índice de rejeição no estado, com 58%. Flávio Bolsonaro registra 40%. A pesquisa aponta ainda que 65% dos entrevistados desaprovam o governo federal e 32% aprovam a gestão petista.
Senado mato-grossense
Na disputa pelo Senado, o governador Mauro Mendes (União Brasil) lidera com 29% das intenções de voto. Em segundo lugar aparece a deputada estadual Janaína Riva (MDB), com 24%. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), registra 15%. Depois aparecem José Medeiros (PL), com 10%, e Pedro Taques (PSB), com 6%.
No total, a pesquisa ouviu 1.600 eleitores entre os dias 30 de maio e 1º de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números MT-01755/2026 e BR-09048/2026.
