Portas abertas

Após isenção de visto para turismo e negócios, Xangai registra 81 mil entradas de sul-americanos, alta de 50%

No aeroporto de Pudong, 70% dos visitantes da Argentina, Brasil, Chile, Peru e Uruguai não precisaram de visto

No audio source provided.
Turistas olham cidade de Xangai de um dos pontos mais altos da Torre de Xangai, em 30 de maio de 2026
Turistas na Torre de Xangai, o prédio mais alto da China, e o terceiro maior do mundo. 30 de maio de 2026 | Crédito: Mauro Ramos / Brasil de Fato

Em um ano de implementação da isenção de vistos para cinco países da América do Sul (Argentina, Brasil, Chile, Peru e Uruguai), Xangai registrou 81 mil entradas de sul-americanos, uma alta de 50,5% em relação ao período anterior, segundo a Estação Geral de Inspeção de Imigração da cidade.

Xangai é o principal ponto de entrada de voos vindos da América do Sul para a China, que chegam à cidade via conexões na Europa ou Ásia Ocidental pelo Aeroporto Internacional de Pudong. A autoridade nacional de imigração divulga totais agregados de entradas de estrangeiros, sem desagregar por país de origem e ponto de entrada. Os dados relativos aos cinco países sul-americanos foram levantados e divulgados pela estação.

A isenção de vistos foi anunciada pelo presidente chinês Xi Jinping no 4º Fórum Ministerial China-Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), em maio de 2025, como parte de um conjunto de medidas de fortalecimento das relações com os países da América Latina e do Caribe. No mesmo fórum, o ministro das Relações Exteriores Wang Yi anunciou a expansão do intercâmbio universitário, cultural e de mídia entre a China e a região.

A política permitiu que cidadãos dos cinco países ingressassem na China sem visto por até 30 dias para turismo, negócios, visitas a parentes, intercâmbio e trânsito, com passaportes comuns. A vigência foi de 1º de junho de 2025 a 31 de maio de 2026, em caráter experimental.

Quase 70% dos sul-americanos que passaram por Xangai no período utilizaram a dispensa de visto, que se consolidou como motor do turismo receptivo local. Segundo a Xinmin Wanbao, jornal de Xangai, o perfil do visitante também se alterou: de turismo de pontos tradicionais para experiências em bairros, mercados e espaços locais.

Além do fluxo de turistas, a política impulsionou o intercâmbio empresarial. Na oitava edição da Feira Internacional de Importações da China (CIIE), realizada em Xangai entre 5 e 10 de novembro de 2025, mais de 200 empresas latino-americanas participaram como expositoras, sendo mais de 100 dos cinco países beneficiados pela isenção, segundo o mesmo jornal.

Editado por: Luís Indriunas

|

Newsletter