Sindicatos e entidades do serviço público do Distrito Federal mantêm para esta quinta-feira (11) o ato público unificado com paralisação contra o acordo firmado para socorrer o Banco de Brasília (BRB). A mobilização, convocada pela Central Única dos Trabalhadores do DF (CUT-DF), Sindicato dos Professores no DF (Sinpro-DF), Sindicato dos Servidores e Empregados da Assistência Social e Cultural do GDF (Sindsasc) e outras categorias sindicais, será realizada às 9h, na Praça do Buriti.
A manifestação ocorre após a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovar, em primeiro turno, o projeto que autoriza o governo Celina Leão (PP) a contratar um empréstimo bilionário para cobrir os impactos da crise envolvendo o Banco Master e o BRB. Para os sindicatos, a medida transfere à população e aos servidores públicos o custo de uma crise causada pela gestão do governo.
A avaliação das entidades é de que o acordo poderá comprometer investimentos em áreas como saúde, educação, assistência social e segurança pública pelos próximos anos, além de afetar reajustes salariais, concursos públicos e nomeações.
“Diante da aprovação do PL na CLDF, é fundamental que toda a categoria compareça na mobilização. Precisamos fortalecer ainda mais esse ato e deixar claro que essa conta não é nossa”, afirmou a diretora do Sinpro, Márcia Gilda.
Pressão
Segundo os sindicatos, o acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) permite que o GDF utilize recursos vinculados a fundos constitucionais como garantia do empréstimo. As entidades argumentam que isso pode reduzir a capacidade de investimento do Distrito Federal em políticas públicas essenciais.
A mobilização desta quinta (11) integra uma série de atos organizados pelas centrais sindicais desde o início de junho. Na última segunda-feira (8), representantes de diversas categorias realizaram uma manifestação na Câmara Legislativa na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (Ceof).
Além da paralisação, os movimentos pretendem pressionar parlamentares distritais que votaram favoravelmente à proposta. Organizações sindicais também criticam a falta de transparência do BRB nas operações envolvendo o Banco Master e defendem investigação rigorosa sobre a condução do caso.
Para o Sindsasc, o congelamento de salários e o enfraquecimento dos serviços públicos não podem ser utilizados como solução para uma crise financeira provocada pelo governo. “Por que é o povo do Distrito Federal que deve pagar pelos atos ilícitos do GDF? Por que os servidores públicos devem ser sacrificados por algo pelo qual não são responsáveis?”, questionou a categoria em convocação.
Serviço
Ato em defesa do patrimônio público do DF
Data: quinta-feira (11)
Horário: 9h30
Local: Em frente ao Palácio do Buriti
*Com informações da CUT-DF
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