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México tem festa, protestos e vitória na abertura da Copa; Fifa lamenta problemas causados pelos EUA

Seleção mexicana venceu a África do Sul por dois a zero

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A cantora colombiana Shakira na abertura da Copa do Mundo
A cantora colombiana Shakira na abertura da Copa do Mundo | Crédito: Rodrigo Oropeza/AFP

A Copa do Mundo 2026 foi oficialmente aberta nesta quinta-feira (11) pelo México com uma celebração musical que terminou com a vitória dos donos da casa sobre a África do Sul por dois a zero. Paralelamente, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, lamentou os problemas criados pela sede principal do torneio, os Estados Unidos.

O apito inicial ocorreu às 13h00 locais (16h00 em Brasília) para o confronto que deu início à maior Copa do Mundo da história, com 48 seleções e 104 jogos. Mas os torcedores começaram a chegar seis horas antes, devido à previsão de bloqueios nos acessos ao Estádio Azteca, que estava cercado por centenas de militares e policiais com equipamento tático, incluindo esquadrões a cavalo.

Há mais de uma semana, professores do ensino fundamental e médio protestam na área, reivindicando melhorias salariais e de aposentadoria, enquanto esperam uma nova proposta do governo. O protesto dificultou o acesso ao estádio e ocorreram confrontos com a polícia.

Durante a cerimônia de abertura, o tenor italiano Andrea Bocelli cantou o hino oficial da Copa do Mundo, intitulado “DNA”, uma mistura de ópera com música eletrônica. A cantora colombiana Shakira interpretou, por sua vez, a música “Dai Dai” ao lado da estrela nigeriana do afrobeat Burna Boy.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, não compareceu à abertura, evitando possíveis protestos e acompanhou a partida em um centro esportivo comunitário na Cidade do México.

2 a 0 para o México

Protagonizando a maioria dos ataques do primeiro jogo da Copa, o México confirmou seu favoritismo contra a África do Sul e estreou com vitória de 2 a 0, com gols de Quiñones e Jiménez,

Sobre a arbitragem do brasileiro Wilton Pereira Sampaio, o jogo teve três expulsões. Aos 39 do segundo tempo, o meia Zwane levou um cartão vermelho. Já o jogador Mamelodi Sundows foi expulso por uma cotovelada. A terceira expulsão foi do zagueiro César Montes após uma falta em Mudau, lateral-direito sul-africano, aos 47 minutos do segundo tempo.

Lamenta, infantino

O maior evento de futebol do planeta está sendo organizado pela primeira vez por três países: Estados Unidos, Canadá e México, que já receberam o torneio em 1970 e 1986. A Copa do Mundo chega precedida de polêmicas: o alto preço dos ingressos, a recusa de vistos para entrar nos Estados Unidos e a guerra no Oriente Médio, que levou o Irã a transferir sua base de treinamento do Arizona para Tijuana.

O México é o país com maior torcida entre os três coorganizadores, e seu Estádio Azteca é uma “catedral do futebol”, “abençoada pelos deuses” deste esporte, nas palavras do presidente da Fifa, Gianni Infantino, na quarta-feira.

O presidente da Fifa afirmou nesta quarta-feira (10) que os vistos para assistir à Copa do Mundo de 2026 estão fora de seu controle, em resposta à polêmica envolvendo o árbitro somali e parte da comissão técnica do Irã, aos quais os Estados Unidos negaram a entrada no país. Infantino referiu-se ao que considera serem três temas que ofuscaram a Copa do Mundo: “Irã, ingressos e vistos. Nada a ver com futebol”.

“Enfrentamos desafios que preferiríamos não ter que enfrentar e, quando eles surgem, nós os enfrentamos”, afirmou. “Às vezes conseguimos resolvê-los e, outras vezes, não.”

A emissão de vistos pelos Estados Unidos tornou-se um obstáculo para o Mundial, em meio à política anti-imigração de Trump.

“Tentamos encontrar soluções, mas devemos respeitar que não somos os reis do mundo que podem impor sua vontade a governos e forças policiais; somos uma organização esportiva”, respondeu ao ser questionado sobre se a Fifa havia “perdido o controle” do torneio.

“É lamentável o que aconteceu com Omar, o árbitro da Somália. Mas, novamente, não controlamos tudo”, acrescentou.

A Somália é um dos diversos países cujos cidadãos são afetados por uma proibição de entrada nos Estados Unidos imposta por Trump.

A seleção do Irã está concentrada em Tijuana, no norte do México, mas disputará suas três partidas da fase de grupos em território americano.

Passa o pano

O representante de Trump para a Copa do Mundo de 2026, Andrew Giuliani, afirmou que vistos foram concedidos aos jogadores e treinadores da seleção iraniana, mas negados a outros integrantes da delegação “por razões muito justificadas”.

Giuliani chegou a mencionar vínculos de alguns membros da delegação com os Guardiões da Revolução, força militar ideológica do país, em meio ao conflito armado entre as duas nações.

Infantino também se defendeu das críticas aos altos preços dos ingressos, que chegaram a US$ 30 mil (R$ 155 mil): “Permitam-me dizer que nosso ingresso de entrada, de US$ 60 [R$ 310], é o mais barato entre todos os esportes americanos em fases de playoff”.

“Nosso preço médio, abaixo de US$ 500 [R$ 2.587], também é o mais baixo dos esportes americanos em média”, acrescentou.

Editado por: Rodrigo Durão

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