Maior em 100 anos

Sobe para 188 o número de mortos pelos terremotos na Venezuela e países enviam ajuda

ONU, Suíça e México já enviaram times de auxílio, Vaticano envia ajuda emergencial de 100 mil euros

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Pessoas buscam por sobreviventes enquanto outras tentam recuperar pertences em um prédio que desabou após um terremoto em Catia La Mar, no estado de La Guaira — a cerca de 30 km a noroeste de Caracas.
Pessoas buscam por sobreviventes enquanto outras tentam recuperar pertences em um prédio que desabou após um terremoto em Catia La Mar, no estado de La Guaira | Crédito: Federico Parra/AFP

Um novo balanço dos dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24) soma 188 mortos e 1.520 feridos, após o intenso trabalho de busca de sobreviventes. O balanço anterior apontava para 164 mortos e quase mil feridos.

“Até este momento, lamentavelmente, devemos informar 188 venezuelanas e venezuelanos mortos em decorrência da ação do terremoto”, disse o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, em um pronunciamento transmitido pela televisão.

Na noite de quinta, ocorreram dois tremores de magnitude 7,2 e 7,5 que provocaram destruição em Caracas e outras cidades. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), foram os mais intensos registrados no país em mais de 100 anos. O tremor chegou a ser sentido em municípios do norte do Brasil.

A presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência no país, com suspensão das aulas e dos serviços não essenciais. Redes de gás e eletricidade foram desligadas preventivamente em áreas afetadas para evitar novos acidentes.

Ajuda internacional

No início da manhã desta quinta (25), Delcy informou que equipes especializadas em resgate vinculadas ao sistema das Nações Unidas estavam a caminho do país.

Outra equipe de resgate militar e pessoal médico do México, especializada em estruturas colapsadas, também seguia para o país. A presidente Claudia Sheinbaum informou que, após uma avaliação inicial, será determinado o envio de “pessoal adicional, conforme necessário, para prestar assistência”.

O Vaticano enviou uma ajuda emergencial de 100 mil euros (cerca de 591 mil reais). Os recursos vêm da Esmolaria Apostólica, órgão da Santa Sé responsável pelas obras de caridade do papa e pela assistência a populações em dificuldade.

A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) informou que liberou 2,5 milhões de dólares (aproximadamente R$ 13 milhões) para apoiar os trabalhos de recuperação.

A comissária de Gestão de Crises da União Europeia, Hadja Lahbib, informou que o sistema europeu Copernicus de detecção via satélite foi ativado para apoiar as operações de resgate na Venezuela.

A Suíça anunciou que enviará 80 socorristas e 18 toneladas de equipamento de resgate para ajudar as vítimas.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, expressou sua solidariedade ao governo, com “mais sinceras condolências”, e destacou que “os profissionais cubanos da área da saúde estão colaborando ativamente no atendimento às vítimas”.

A presidente interina também anunciou a criação de um fundo inicial de US$ 200 milhões para a reconstrução de infraestrutura afetada pelos terremotos. Os recursos, segundo ela, são do Fundo Monetário Internacional (FMI) e serão destinados à recuperação de hospitais, moradias e outros equipamentos públicos.

Líderes da França, Brasil, Irã, Arábia Saudita, Turquia, China, Índia, Rússia, Chile, Colômbia, Argentina e Estados Unidos (EUA), entre outros, também se solidarizaram e ofereceram ajuda.

Em nota divulgada na noite de quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou solidariedade ao povo venezuelano e colocou o Brasil à disposição para colaborar com os esforços de recuperação. “Recebi com profunda consternação a notícia dos terremotos que atingiram a Venezuela. Expresso minha solidariedade ao povo venezuelano e às famílias das vítimas”, afirmou.

O governo chinês também disse que está pronto para enviar a ajuda que puder à Venezuela.

“Estamos confiantes de que, sob a liderança do governo, o povo da Venezuela se recuperará e reconstruirá em breve”, disse Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.

* Com AFP

Editado por: Gia Matheus Almeida

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