O Gabinete do Procurador dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York propôs, na terça-feira (21), que o julgamento contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, acusados de tráfico de drogas e importação de cocaína, comece em junho de 2027.
“Assim, as partes propõem conjuntamente o seguinte cronograma para a apresentação de provas, moções pré-julgamento e o processo de julgamento (…). “Início do julgamento: junho de 2027”, afirma o documento endereçado ao juiz Alvin Hellerstein pelo procurador federal Jay Clayton.
A proposta da promotoria foi anunciada antes de uma audiência marcada para esta quarta-feira (22), que discutirá o cronograma do julgamento contra o presidente venezuelano, que está preso em uma penitenciária federal no Brooklyn há mais de seis meses, após ter sido sequestrado em janeiro passado.
Esta é a terceira audiência a ser realizada em Nova York desde que o casal foi sequestrado de sua residência em Caracas em 3 de janeiro, enquanto a defesa planeja apresentar seus primeiros argumentos em setembro e o governo espera entregar a maior parte das provas sigilosas em novembro.
Maduro e Flores se declararam inocentes perante o tribunal de Nova York em janeiro.
Em abril passado, os Estados Unidos autorizaram o governo venezuelano a pagar os honorários advocatícios dos advogados que defendiam o acusado.
Em 3 de janeiro de 2026, as Forças Armadas dos Estados Unidos entraram em território venezuelano, realizando um ataque armado que deixou pelo menos 100 mortos e resultou no sequestro do chefe de Estado venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, que foram levados para Nova York.