O JOGO VIROU

Influencer de extrema direita Milo Yiannopoulos é deportado dos EUA

No ano passado, Milo Yiannopoulos defendeu deportação imediata de imigrantes sem documentação

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Milo Yiannopoulos, detido pelo ICE, foi apoiador de Trump e estagiário de deputada republicana
Milo Yiannopoulos, detido pelo ICE, foi apoiador de Trump e estagiário de deputada republicana | Crédito: CHIP SOMODEVILLA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP

Comentarista de extrema direita e apoiador das políticas anti-imigração de Donald Trump, Milo Yiannopoulos foi deportado dos EUA, segundo informações do Departamento de Segurança Interno do país. Em comunicado divulgado neste sábado (29), o departamento informou que a deportação aconteceu na sexta-feira (28)

Yiannopoulos foi detido por agentes do Serviço de Imigração e Alfâncega dos EUA, conhecido pela sigla ICE, no Aeroporto Internacional de New Orleans na última quinta-feira (27) e classificado como “estrangeiro ilegal do Reino Unido”.

Ainda de acordo com informações oficiais do governo dos EUA, ele entrou no país em 2019 e recebeu uma ordem final para deixar o território estadunidense no dia 22 de julho de 2026, após não comparecer à sua audiência de imigração.

Em setembro de 2025, Yiannopoulos postou na rede social X: “Total imunidade legal para agentes do ICE cumprindo seu serviço”. Em julho daquele mesmo ano, escreveu: “A Califórnia precisa de postos de controle em entradas de supermercados, postos de gasolina, shoppings, cruzamentos e prédios governamentais, com deportação imediata para todos que não conseguirem provar que estão nos EUA de maneira legal”.

Misoginia, neonazismo e pedofilia

O passado de Milo Yiannopoulos reúne uma série de escândalos, comentários preconceituosos e ligação com figuras de extrema direita e neonazistas.

Ele ficou conhecido publicamente cerca de uma década atrás, se apresentando como um homem gay em uma cruzada pela liberdade de expressão irrestrita e contra o politicamente correto.

Milo Yiannopoulos colaborou com o site de extrema direita Breitbart News entre 2014 e 2017 e, usando sua posição dentro do veículo, foi um dos apoiadores mais vocais do Gamergate, série de ataques contra mulheres no universo dos videogames.

Ele pediu demissão do Breitbart News após repercusão de vídeos em que ele relativizava relações sexuais entre meninos de 13 anos e homens mais velhos – para Yiannopoulos, só configuraria “pedofilia” se fosse com crianças pré-púberes.

Naquele mesmo ano, ele foi filmado cantando em um karaokê enquanto uma platéia de neonazistas faziam a saudação conhecida como Sieg Heil (com o braço estendido reto para a frente).

Yiannopoulos já se envolveu bastante com a política estadunidense: em 2016, apoiou Donald Trump na primeira campanha do republicano à Casa Branca; em 2022, após todos os escândalos, foi contratado como estagiário no gabinete da então deputada republicana Marjorie Taylor Greene.

Notícia atualizada às 15h05

Editado por: Raquel Setz

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