O Grito dos Excluídos e Excluídas chega à sua 32ª edição na próxima segunda-feira (7), no feriado da Independência, com o tema “Na defesa da terra, paz e moradia – Erguemos a voz: mulheres vivas e soberania”.
Ao É de Manhã, da Rádio Brasil de Fato, a pastora Romi Márcia, do Fórum Ecumênico ACT Brasil e da Plataforma dos Movimentos Sociais por Outro Sistema Político, destaca a tradição do Grito dos Excluídos, que tem três décadas de história como um momento importante para firmar a presença dos movimentos populares e de esquerda no espaço público brasileiro.
“Eu diria que o tema central do grito é a soberania, porque, sem soberania nacional, nós, como cidadãos e cidadãs, não somos mais sujeitos de escolha e de decisão sobre o que a gente quer e pretende para o nosso próprio país”, defende.
Romi Márcia destaca que a defesa da vida das mulheres se mostra cada vez mais urgente e avalia que alguns episódios recentes, como a guerra em Gaza, expuseram como mulheres e crianças são os primeiros alvos das investidas imperialistas.
“Isso é muito simbólico, porque sem mulher e sem criança não tem futuro. Então, quando a gente defende a soberania, a gente está reafirmando exatamente esses direitos básicos e fundamentais à existência dos seres humanos e dos seres vivos”, reforça.
A pastora considera que o contexto das eleições deste ano torna a edição do grito uma das mais importantes dos últimos 30 anos. “A gente vai dar o voto pró ou contra a presença do Trump no Brasil. Então, é o voto pela soberania. Mais do que votando em presidente e parlamentares, a gente vai estar votando pelo direito à nossa autonomia como nação, como país”, afirma.
Além disso, Márcia explica que o ato do dia 7 de setembro é o encerramento do processo de mobilização promovido pelo Grito dos Excluídos, inclusive com disponibilização de materiais para formações políticas.
“Essas atividades prévias ao dia 7 de setembro são extremamente relevantes, porque não é o simples fato de ir para a rua. O processo é compreender por que se vai para a rua. O Grito tem a ver com uma real independência, porque se compreendem as desigualdades características do Brasil, as desigualdades históricas do nosso país. A gente está na América Latina. Isso é um indicativo de que nós não temos uma independência real”, conclui.
Para ouvir e assistir
Durante o horário eleitoral, até 1º de outubro, o É de Manhã vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 7h25 às 8h25 da manhã, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM, na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.
