Imperialismo

Marco Rubio chega à Colômbia e encontra De la Espriella no início de giro pela América Latina

Secretário de Estado dos EUA busca alinhamento em segurança e minerais críticos; giro seguirá por Equador e Peru

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O presidente da Colômbia, Abelardo De la Espriella, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
O presidente da Colômbia, Abelardo De la Espriella, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. | Crédito: Luis Acosta / AFP

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, desembarcou nesta terça-feira (8) em Barranquilla, na Colômbia, dando início ao giro que fará por países latino-americanos. Até a próxima quinta-feira (10), Rubio ainda deve visitar o Equador e o Peru.

O encontro com o presidente colombiano, Abelardo De la Espriella, e o chanceler do país, Omar Bula Escobar, aconteceu no Batalhão Paraíso, sede alternativa da Presidência que o novo governo montou em Barranquilla. A agenda envolveu segurança, comércio e a reconstrução após o terremoto que matou 331 pessoas em agosto. Ainda está prevista a assinatura de um acordo de cooperação nuclear civil e outro referente a minerais críticos entre os dois países.

De acordo com informações do jornal The New York Times, Rubio chegou à Colômbia com um recado incisivo do presidente Donald Trump. A publicação aponta que o secretário de Estado pretende pressionar o governo De la Espriella a tomar medidas mais duras contra o tráfico de drogas no país. 

O novo mandatário tomou posse em 7 de agosto, sucedendo Gustavo Petro, e tem amarrado a agenda da Colômbia aos interesses de Washington, tanto no que se refere ao combate ao tráfico de drogas quanto à imigração e à energia. Por conta disso, ainda segundo o NYT, as autoridades devem conversar sobre migração, deportações e capacidades militares. 

“Faz parte de uma tendência que se vê no Hemisfério Ocidental, de alinhamento com os Estados Unidos”, chegou a dizer Rubio a jornalistas sobre os países que pretende visitar. 

Rubio é personagem central na escalada de Trump sobre a América Latina. Uma semana antes da viagem, foi ele o responsável por selar um acordo de petróleo com a Venezuela, resultado da operação militar estadunidense que sequestrou o presidente Nicolás Maduro.

Editado por: Gia Matheus Almeida

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