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Lula anuncia que missão humanitária vai à Venezuela nesta sexta para atender vítimas de terremotos

Governo vai enviar equipes médicas, equipamentos, medicamentos e instalar um hospital de campanha

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vUm prédio de apartamentos danificado é visto após um terremoto em Caracas, em 24 de junho de 2026.
Um prédio de apartamentos danificado é visto após um terremoto em Caracas, em 24 de junho de 2026 | Crédito: Manaure Quintero/AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (25) o envio de uma missão humanitária brasileira para apoiar a Venezuela após os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala Richter, que atingiram o país na última quarta-feira (24). Até o momento foram confirmadas 188 mortes e mais de 1500 pessoas feridas.

O presidente brasileiro conversou com a presidenta da Venezuela, Delcy Rodríguez, para prestar a solidariedade do governo brasileiro à população venezuelana vitimada pelos terremotos.

“Vamos enviar, nesta sexta-feira pela manhã, uma missão humanitária de busca e resgate urbano, em avião KC-390 da FAB, que sairá do Aeroporto de Guarulhos, com 36 bombeiros dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, quatro técnicos da Defesa Civil Nacional e outros quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações. Com eles vão nove toneladas de equipamentos para ajudar na busca e socorro às vítimas”, postou Lula, na rede social X.

As equipes atuarão no salvamento de vítimas presas em estruturas que desmoronaram e contarão com médicos, cães farejadores e equipamentos especializados necessários às operações de busca e resgate. Também vão estabelecer um hospital de campanha, com equipe médica, medicamentos e insumos para a saúde. Além disso, cem purificadores de água com painel solar, com capacidade para filtrar 5.000 litros por dia cada um, também serão transportados e doados à Defesa Civil venezuelana.

“No sábado, enviaremos mais um voo com equipamentos para a montagem de um hospital de campanha, cem purificadores de água com painel solar, medicamentos e material médico para cirurgias. Seguiremos acompanhando o desenvolvimento dos trabalhos de socorro às vítimas para prestar todo o apoio necessário aos nossos irmãos venezuelanos”, complementou Lula.

Ajuda internacional

A mobilização brasileira integra o esforço internacional de resposta à emergência humanitária na Venezuela. Outros países e organismos internacionais também anunciaram o envio de equipes especializadas, suprimentos e assistência às autoridades venezuelanas.

No início da manhã desta quinta (25), Delcy informou que equipes especializadas em resgate vinculadas ao sistema das Nações Unidas estavam a caminho do país.

Outra equipe de resgate militar e pessoal médico do México, especializada em estruturas colapsadas, também seguia para o país. A presidente Claudia Sheinbaum informou que, após uma avaliação inicial, será determinado o envio de “pessoal adicional, conforme necessário, para prestar assistência”.

O Vaticano enviou uma ajuda emergencial de 100 mil euros (cerca de 591 mil reais). Os recursos vêm da Esmolaria Apostólica, órgão da Santa Sé responsável pelas obras de caridade do papa e pela assistência a populações em dificuldade.

A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) informou que liberou 2,5 milhões de dólares (aproximadamente R$ 13 milhões) para apoiar os trabalhos de recuperação.

A comissária de Gestão de Crises da União Europeia, Hadja Lahbib, informou que o sistema europeu Copernicus de detecção via satélite foi ativado para apoiar as operações de resgate na Venezuela.

A Suíça anunciou que enviará 80 socorristas e 18 toneladas de equipamento de resgate para ajudar as vítimas.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, expressou sua solidariedade ao governo, com “mais sinceras condolências”, e destacou que “os profissionais cubanos da área da saúde estão colaborando ativamente no atendimento às vítimas”.

A presidente interina também anunciou a criação de um fundo inicial de US$ 200 milhões para a reconstrução de infraestrutura afetada pelos terremotos. Os recursos, segundo ela, são do Fundo Monetário Internacional (FMI) e serão destinados à recuperação de hospitais, moradias e outros equipamentos públicos.

Líderes da França, Irã, Arábia Saudita, Turquia, China, Índia, Rússia, Chile, Colômbia, Argentina e Estados Unidos também se solidarizaram e ofereceram ajuda.

“Estamos confiantes de que, sob a liderança do governo, o povo da Venezuela se recuperará e reconstruirá em breve”, disse Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.

Editado por: Rodrigo Gomes

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