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Lucro da Cedae cai 78% com investimentos no Master e revisão contratual com concessionária

Companhia ainda investiu no Banco Digimais, alvo de Operação da Polícia Federal nesta terça-feira (23)

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Fachada do prédio Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae)
Privatização da Cedae ocorreu em 2021 | Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

O lucro da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) saiu de R$ 1 bilhão em 2024 para R$ 219,39 milhões em 2025, uma queda de 78%. Essa queda é atribuída ao investimentos de R$ 220 milhões no Banco Master e o pedido de revisão contratual realizado pela Concessionária Águas do Rio. As informações foram divulgadas pelo jornal Valor Econômico e confirmadas pela reportagem.

Mas as aplicações em bancos com baixa tradição no mercado não se limitaram ao Master e incluíram também o o Banco Digimais. A instituição é controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e foi alvo da Operação Miragem da Polícia Federal (PF) na última terça-feira (23). De acordo com a PF, a atuação do Banco foi similar ao do Master, em que houve manipulação de demonstrativos financeiros para aparentar boa saúde financeira e permitir a supervalorização de ativos e a geração artificial de recursos em caixa em centenas de milhões de reais.

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Em comunicado enviado ao mercado no dia 23 de junho, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) informou que resgatou todo o investimento realizado no Banco Digimais. O valor é de R$ 40 milhões e se soma aos R$ 50 milhões em investimentos de renda fixa em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) já resgatados anteriormente. Ainda na nota, a Companhia informa que o investimento foi realizado antes da aprovação da nova Política de Aplicações Financeiras em 19 de maio. Por meio da assessoria, a Cedae informou que o valor recuperado será destinado a aplicações em bancos segmento S1, que reúne as instituições mais sólidas.

Responsabilização

No começo de junho, a Cedae divulgou o resultado de uma auditoria interna afirmando que mais de R$ 220 milhões investidos no Banco Master podem ter se perdido. A auditoria também identificou que as negociações com o Banco começaram antes da instituição cumprir os critérios de investimento da Companhia, o que veio a acontecer meses depois.

A partir da auditoria, a Cedae instituiu uma nova política de investimentos e informou que abriu procedimento administrativo para apurar as responsabilidades do investimento e devolver os prejuízos causados aos cofres públicos. “O relatório também foi enviado para os órgãos de controle do estado e para o Ministério Público, a fim de que seja assegurada a responsabilização dos envolvidos nas esferas cível, com base na Lei de Improbidade Administrativa”, disse a Companhia em nota à reportagem no começo de junho.

Editado por: Juliana Passos

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