O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou, em seu perfil na rede social X, que voltou a dialogar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicanos).
De acordo com a publicação do presidente, feita na tarde desta segunda-feira (26), a conversa abordou temas relacionados à relação bilateral entre os países e à agenda global.
“Trocamos impressões sobre a situação na Venezuela”, escreveu Lula. Invadido por tropas estadunidenses no dia 3 de janeiro de 2025, o país vizinho ao Brasil teve seu presidente, Nicolás Maduro, sequestrado a mando de Trump. “Ressaltei a importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano”, informou o petista.
Segundo a publicação no X, a conversa também abordou a criação do Conselho de Paz em Davos, na Suíça, proposto pelo presidente estadunidense. Lula disse ter aproveitado a ocasião para sugerir uma reforma da Organização das Nações Unidas (ONU).
“Sobre o Conselho da Paz, propus que o órgão apresentado pelos Estados Unidos se limite à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina. Nesse contexto, reiterei a importância de uma reforma abrangente das Organização das Nações Unidas, que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança.”

Na última sexta-feira (23), durante o encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador (BA), Lula criticou a proposta de Trump de criação de um Conselho de Paz e disse que o estadunidense quer criar uma nova ONU “para ser o dono”.
“Está prevalecendo a lei do mais forte, a carta da ONU está sendo rasgada e, em vez de a gente corrigir a ONU, que a gente reivindica desde que fui presidente em 2003, reforma da ONU com entrada de novos países [como membros permanentes no Conselho de Segurança], com a entrada de México, do Brasil, de países africanos… E o que está acontecendo: o presidente Trump está fazendo uma proposta de criar uma nova ONU, em que ele sozinho é o dono da ONU”, disse Lula, que tem mantido uma postura conciliadora com o presidente dos Estados Unidos. O presidente brasileiro ainda não respondeu oficialmente o convite de Trump para o conselho da paz.
Para finalizar, o petista informou que deve fazer uma visita a Washington “após minha viagem à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro, em data a ser fixada em breve”.
